terça-feira, 30 de setembro de 2008

As lições de Clara

Esse tempo frio é uma desgraça pra cariocas amantes de sol, praia, Ipanema, chope gelado. Bom, como São Pedro deve ter chegado há pouco de uma excursão até Bariloche com a turma da terceira idade lá de Borborema, teremos mais dias chuvosos e cinzas. E quem conhece sabe, o balneário perde sua identidade nestas fases de french fries (fte fria na piada interna).

Ok. Pára tudo.
aqui falando de clima?
Oi?

Enfim, falando em outro clima, decidi escrever contos. E vou testá-los aqui.
Para deleite. Prazer. E, principalmente, pra me testar enquanto pretensa autora de seja lá o que vier...

"Ela passou o dia com os cabelos desgrenhados, a maquiagem ainda desbotada ao redor dos olhos. Era um domingo preguiçoso sem maiores expectativas. Uma rápida olhada no jornal. Se lembrou da noite anterior. Dos copos de vodka barata, dos tragos a mais. Do telefone trocado, que jamais irá tocar. Celular estudadamente desligado, decidiu que era hora de arrumar os armários. O seriado de TV, porém, foi mais ágil e a colocou inerte no sofá. Passava das três quando lembrou que já havia passado a hora do almoço. Abriu a geladeira, fez aquela rápida pesquisa de campo: um tomate, ovos, queijo meio vencido. Uma omelete era o máximo que conseguiria. Lembrou-se dos dias em que havia comida de gente em casa. Eduardo foi embora há alguns meses. Deixou Clara. Não, Clara os deixou. Deixou que o amor acabasse, que o dinheiro acabasse, que a comida acabasse. Clara tem uma enorme prática em fins nada lucrativos. De qualquer forma, se ergueu a sua maneira e se preparava para fazer uma omelete como nunca havia feito, por mais que Eduardo pedisse. Ela não sabia, ou não queria, fazer nada que Duda pedisse. Ele podia implorar, ir com jeito. Clara, em sua mediocridade neo-liberal não queria parecer subserviente. Agora pensava:
"Foda-se a subserviência. Quero mais é ser mulherzinha. Fritar ovo, lavar cueca, arrumar a cama, xingar se a toalha estiver na cama... Porra nenhuma, deve ser a ressaca", decretou.

Enquanto comia a omelete sem sal, copo de coca zero nas mãos, corria os olhos pela revista mulherzinha-ensina-me-a-ser-puta. Artigos mostravam como encarar posições sexuais do século 21, a se preparar para oferecer o melhor boquete da temporada e como amarrar o gato de uma vez por todas. Na hora engasgou. Não que fosso acometida de um falso puritanismo momentâneo. Clara não era dessas. Podia trepar na escada como fazer amor num motelzinho de nome duvidoso. Percebeu, no entanto, que não havia ninguém para praticar tais deveres de casa. Rapidamente se lembrou da última vez que sofreu o abate.

Tinha saído com o carinha da boate, um mês depois que Eduardo já não ocupava o lado direito da cama. Pela primeira vez levou um semi-desconhecido para casa. Estavam meio bebados. O cara não tinha camisinha. Clara também não. "Maldito Eduardo, onde ele guardava essa merda?". Achando que não deveria ligar pro ex-namorado pra saber em que diabos estavam os preservativos que raramente usavam, despachou o carinha pra farmácia. Ele foi. Sem saber o que fazer direito, Clara zanzava pelo quarto enrolada num edredom. Passou pelo espelho. Viu aquela figura medonha. Deixou o edredom no chão e aguardou a mercadoria.

Camisinha em cima, o clima voltou a rolar. Mas ela ainda não sabia o que fazer direito. Era estranho depois de um namoro de três anos estar com um cara novo. E oito anos mais novo. E a diferença, claro, fazia muita diferença, óbvio. O carinha era meio afoito, apressado. E pra piorar a situação não fazia aquilo. É! Aquilo... E Clara pensava em mandá-lo embora. Mas já que tinha o garotão no meio de suas pernas, decidiu-se pela caridade e tentou dar algumas liçoes ao moço para que ele a fizesse feliz momentaneamente e pudesse, quem sabe um dia, oferecer novos préstimos futuros. Com alguma dificuldade gozou. E o carinha também. Hora de mandá-lo pro vestiário e terminar o jogo. Os dois capotaram.

Clara acordou com a cabeça em frangalhos. Ao esticar os braços, sentiu um corpo. Não teve coragem de olhar para o lado. "Putaquiopariu!", pensou imediatamente. O corpo imóvel no lado da cama do Duda era do carinha sem talento para sexo oral. "Droga!", emitiu. Sem o menor talento para ocultar cadáveres, Clara se mexeu e tentou acordar o penetra. Nada. Levantou-se, foi até o banheiro, fez barulho no minúsculo apartamento. Nada. Decidiu dar uma de mãe malvada e partiu para o quarto: "Oi, olha só, preciso ir ao supermercado e vc tem que ir embora". Nenhum movimento. Clara puta da vida sacudiu o carinha bem na hora em que o celular dele começou a tocar. "Graças a Deus, agora ele vai". Era a mãe verdadeira querendo saber onde ele tinha passado a noite: "Oi, blz? Blz. Então tá, Blz". "Caralho, trepei com um acéfalo!".

Com algum custo e nenhuma sutileza, Clara enxotou o garoto prometendo a si mesma jamais tê-lo de volta no lugar que era do Duda na cama. Mas, naquele domingo frio, com a revista em mãos, pensou: "Pq não?". Na esperança do moço não atender o celular, ligou. Ele atendeu. "Oi, é a Clara.. anhã, to bem... frio ...quer vir aqui?". Pronto, a merda tava feita. Por encomenda. lembrou-se que no dia seguinte teria que trabalhar cedo para entregar um relatório. Era a desculpa perfeita para que ele se mandasse assim que resolvesse o problema dela. Para resguardar o lugar de Eduardo na cama, decidiu que não passariam do sofá. Acendeu uma velas, colocou o velho CD matador, caprichou na calcinha preta minúscula, vestidinho casual e aguardou sentada fazendo as contas de qto tempo não se permitia uma loucura.

A campainha tocou. Carinha com duas garrafas de vinho à porta. Dois beijinhos. Tudo muito civilizado. Conversaram sobre o Fluminense, o samba, a ex dele, o ex dela. Carinha pegou o pé dela e começou uma demorada massagem. Clara logo pensou que o moleque devia ter aprendido alguma coisa nesse meio período de reclusão. Os beijos vieram em seguida, e em seguida todo aquele repertório meio conhecido: boca-pescoço-amassos-peitos-pernas-pau-xoxota...

Ele não aprendeu. E Clara se arrependeu.
Mas decidiu falar dessa vez e levar td até o fim.
Estava disposta a gozar e iria fazer com que as moças da revista parecessem virgens prestes a se sacrificar. Puxou o garotão e mandou: "Olha só, vc tem que aprender a fazer isso direito. As mulheres vão ficar caídas por você e vão agradecer por isso, sempre". O olhar confuso do garoto deixou Clara constrangida por breves três segundos. Como uma adorável professorinha, Clara mostrou como ficaria bem melhor todo aquele malabarismo que o carinha fazia. Mas, para sua surpresa, ouviu: Sabe o que é? Eu não gosto muito de fazer".

Ducha fria urgente. Nele.
(Que diabos esse merdinha tá dizendo????)
"Não, claro, entendo sim. Quer mais vinho?"

Em meia hora, Clara se livrou da companhia e matou o resto da garrafa pensando que numa próxima vez teria mais sorte. Até lá, iria parar de ler revistas femininas que visam melhorar o orgasmo, apagar o telefone do frígido da agenda e comprar urgentemente um vibrador, que poderia até ocupar o lugar de Eduardo no lado direito da cama."


domingo, 21 de setembro de 2008

Três irmãs

Acordei com muitas saudades.
E saudade, esse substantivo feminino abstrato, dá até de coisa que a gente nem conhece. De gente que ainda está por vir.
No ar, a saudade de cheiro de bolo. Fui lá e fiz um.
Uma merda, claro.
Meus dotes culinários se negam a manifestação voluntária.
Mas bati: ovo, leite, manteiga, farinha...
E pensei na minha irmã.
Nelas, na verdade. Uma, que faz bolos incríveis, e outra, que mal sabe quebrar o ovo.
Somos extremamente diferentes. Fisicamente guardamos traços. A personalidade, porém, é tão díspare quanto zebras e leões convivendo num condomínio. Mas se complementam, no entanto. Em suas razões, nos corações, nas observações, nas não comparações. Crescemos num elo de proteção mútua, onde fomos índios e yankees, misturados ao sabor e temor de tempos difíceis. Como primogênita do clã, caiu sobre mim certa responsabilidade em servir de exemplo. Pra do meio, não fui certamente. A caçula ainda acredita piamente que devo ser eu uma espécie de She-ra, que a acolhe e resolve qualquer pendenga mais ou menos séria. É divertido vê-las hoje. Com suas escolhas, seus caminhos, seus futuros. O presente nos deixa distantes cada uma com seu mundo de poucas fantasias. Mas o passado nos visita lembrando quem fomos, quem somos e, quem sabe, o que seremos.
São delas meus melhores e piores dias, é delas meu maior orgulho, é delas meu prazer em estar junto, são delas meus mais sinceros sorrisos e lágrimas, são delas minha abnegação e cumplicidade, são delas meus dias e noites em defesa, são delas meu mais ferrenho ataque e proteção, é delas o meu melhor eu...






sábado, 20 de setembro de 2008

O muro

- oi
- oie
- 5 minutos em ponto
- vc é o cara
- eu sou... sempre!
- ah agora sim sem falsa modestia
- eu odeio celular, odeio
- joga pela janela
- vem cá, sexta em casa tipo segunda sem lei?
- ah, eu cheguei cedo... to morto de cansado
- hum, to comendo uma trufa quer um pedaço? rs
- quero!!!
- toma
- ah, traz aqui
- pera, vou entrar no site da gol e omprar a passagem
- será a trufa mais cara da história
- e mais divertida também! rs
- ah é, isso lá é verdade
- oba! adoro qdo concordam comigo
- eu, de uma forma ou outra, sempre acabo fazendo isso
- concordando COMIGO? desde quando?
- ué, sempre rsrsrsrs... tá, nem sempre
- tu ACABOU com o meu último texto... rs
- ih, nem tive tempo de ler a réplica
- é... eu nem respondi
- poizé, me senti meio burra, mas foi minha interpretação
- ah, foi maldade...
- ai, menino, lembrei d vc ontem. assisi pela oitava vez td acontece em elizabehown
- eu comprei o dvd estes dias mas não vi ainda de novo
- chorei
- é o melhor filme ruim de todos
- é, e o bloom com cara de paspalho
- to com dor nas costas... resolva isto por favor?
- ai eu tb
- não sei o que eu fiz to faz umas 2 semanas assim
- po, qdo chegar aí com a trufa nos fazemos uma massagem. só acho que vai demorar um cadinzin pra chegar aí... po, planeje vir pra cá
- eu tinha pensado em uma cirurgia ortpédica.... mas quem sabe seja mais divertido a massagem
- ou a passagem pra cá... pára e pensa, vc se livra delas momentaneamente, ganha uma trufa e uma massagem
- e do meu emprego! é... seria a solução perfeita
- pois é, te apresento a umas mozinhas
- tu quer complicar a minha vida ainda mais, dona Alice?
- ok, sem mocinhas Sr Sguenis
- grato
- to pensando em virar monge budista
- ah ótimo sempre quis ser budista e posso fazer minha iniciação com vc
- tu é virgem?
- supervirgem
- eu tb!
- perfeitos!
- ou sem graça
- bom, tendo graça vc não me levou pra viajar, quem sabe assim, atinjo o nirvana pelo menos
- a gente não viajou? com alguém eu fui... com quem foi então?
- bom, nesse caso, me reservo ao direito de não levar a trufa
- tu queria me apresentar mocinhas!!!
- vc disse que ia se casar comigo!!!!
- pra onde eu te levei?
- pra lugar algum, ou seja, tá acabando com minha auto-estima
- seria justo, tu me acusou injustamente de ter brochado
- nem vem, vc tá me devendo compulsoriamente
- pq????
- po, disse que casaria
- que tipo de animal sem consideração casa sóbrio?
- homens e mulheres bípedes
- sóbrios?
- tá... não
- já tava ficando preocupado com a tua recente fé na humanidade
- é, ando humanizada
- pq???????????
- TPM
- vc não deveria ficar menos humanizada na tpm?
- alterna... alguns meses, sou meio nikita, em outros, anne frank
- tu consegue alternar em minutos tb? deve ser legal... tipo o filme do john cusak aquele
- alterno tal qual a menina de o exorcista, ou seja, sou perfeita para muiTTTos
- muitos quem? eu me perdi nas analogias
- muitos caras, droga
- resolveu pegar geral agora?
- eu? nada, nao tenho talento. só um de 24 anos, mas me senti meio nabokov
- menos de 25 eu tenho medo... muito medo
- pois é, mas é bom para o moral
- e ruim pros neurônios
- ah, mas em hrs em que conversar é desnecessário faço isso com vc por ex
- ah... obrigado pela parte que me toca, adoro me sentir um objeto não-sexual
- ué, se quiser fazer outra coisa é só dizer rsrsrs a gte aproveita a relação custo beneficio da passagem
- acho bom, eu já tava ficando de mal mesmo!
- ok, façamos somente sexo daqui em diante
- e massagem... ou acupuntura, ou o que for... mas eu to com dor nas costas, poxa
- sexo resolve?
- acho que piora, dependendo da posição
- podemos optar pelo tantrico, nem vem, sexo é bom até com dor de cabeça
- sabe que pra mim é horrível? eu melhoro 95% durante e fico 2x pior depois
- ah, mas depois é só virar pro canto e dormir
- tu consegue dormir com a cabeça latejando?
- nao, mas pós sexo, se for bom, a cabeça é o q menos importará e de mais a mais toma uma neosa
- cefalium. cefalium tem um pacto com o demo
- nunca tomei
- toma um dia... vai mudar a tua vida mais do que a invenção do cortador de grama mudou
- causa impressões lisergicas?
- não, tu tá confundindo com LSD e com quick de morango
- ah droga
- para de falar comigo no piloto automático, poxa!!! só eu posso fazer isto comos outros!
- to conjecturando kct vc é o cara que nao casou comigo. ou seja, á sem credito
- e mais... sou o cara que vai te abandonar no msn pra conjecturar na cama agora
- bom, nesse caso tb vou conjecturar aos travesseiros
- os mesmos?
- os meus são sempre os mesmos. que lado da cama prefere?
- no meio
- no meio vai ter que ficar encostado em mim
- caiu o muro de berlin já?
- em 89 eu acho
- pq eu nunca sou informado das coisas?
- joga no google
- pois bem, no máximo colocamos um lençol para separar fronteiras
- mas quem diria que o muro cairia?
- que muro? o de lençol ou o de Berlim?
- de berlin, o de lençol qualquer confort derruba
- pois é, caiu
- deixa o misterio no ar então
- envolto em uma densa névoa?
- nas brumas...

* Ok, um velho amigo, naõ tão velho, de certa forma até gostosinho... E que provavelmente teve a dor de cabeça aumentada com a queda do muro. Pobre alma... Adeus, Lenin!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Críptico

Não entenda
Se renda
Ou me prenda
Na fenda
da renda
Sem emenda
Sem legenda
Não se venda
na tenda
Acenda
Ascenda
Sem venda
Mas entenda
E não se ofenda
Nem tudo é uma lenda

domingo, 7 de setembro de 2008

Engov we trust

Coisas que não mais existirão ao meu lado quando beber:

celular
saltos altos
lápis de olho
celular
cigarro aceso
porta aberta
celular
roupas pelo chão
coca-cola
celular
computador
dinheiro
celular
gte doida
jagunços
celular
lustres
desconhecidos
celular

Engov we trust

* Continuem respondendo no post abaixo

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Um esquisito pra chamar de seu

A idéia foi da Lala do http://garotasdevinteepoucos.blogspot.com/ e decidi entrar na corrente "Um esquisito pra chamar de seu".




Bueno,
Já virei piada interna entre amigos e não tão amigos assim. Gosto de homem com cara de mané, esquisito, sedentário, gordinho, fumante, barba por fazer... Entre Brad e o cara de Ligeiramente grávidos ficaria com o gordinho, claro. Neguinho já até sabe, passou um mané lembram de mim no ato. Mas convenhamos, temos aqui uma série de pré-requisitos para o mané imperfeito da vez. Tenho ziquizira com mãos. Adoro. Obviamente vou olhar pro rosto do mané primeiro, mas corro para as mãos. E não tem assim um tipo específico. Tenho que bater os olhos e gostar. Não gosto dos que gesticulam muito pq me perco no assunto e de criança criada por babá espanhola já basta eu. Tb não curto muito aquelas peludas, sabe? Pois sempre lembro do Planeta dos Homens (humorístico old old ), com seus macacos com mãos mais cabeludas que a virilha da Claudia Ohana.

Na firma tem um mané típico. Óculos, língua presa, o cara que sempre deve ter ficado no canto de qualquer festa. Pronto, virou meu fetiche mais barato. Acho que ele percebe meu olhar meio devorador em sua direção. E às vzs acho que até corresponde. Mas ele tem aquele probleminha básico de aliança na mão esquerda. Portanto, é um mané platônico.

Outro dia, o jagunço da vez me pergunta se ele era um mané. Enrolei, enrolei. Falei que mané pra mim tem super cotação e tals. Pano rápido. Mas cá entre nós: ele tem cara de manezaço. O homem perfeito na minha descrição logo acima. Pra completar usa uns óculos assim meio fundo de garrafa. Um amigo certa vez soltou: pelamordedeus, não vale o ingresso! Achei engraçado a comparação. E pior que o mané não valia mesmo a disputa entre 15 de Piracicaba X Independentes de Borborema.

Minhas amigas sempre vêm com essa: cara, tem um garoto na pós que é a sua cara. Pode ler nas entrelinhas - M-A-N-É.

Analisando minha predileção por tal espécime chego a algumas preciosas conclusões. Primeiro, manés sempre podem te surpreender. Debaixo daquela aparência "ng me quer mesmo", por vezes pode se esconder um macho alfa da melhor qualidade em quesitos como harmonia, evolução, alegoria (UH!) e enredo. Pq, vamocombiná, mané que é mané sabe falar sobre todos os assuntos do mundo. Lê desde Superinteressante a bula de pasta de dente. Sabe exatamente qual banda inglesa hypou no cenário pop, conhece algumas letras de Chico Buarque, gosta de samba e até curte carnaval, nem que seja pra olhar os blocos, vai ao cinema pra ver filmes da mostra latina gay sem qq preconceito (ok, se for a muitas, desconfie), sabe cozinhar alguma coisa e se orgulha do miojo, já viajou pra locais exóticos como Quixadá, tem sempre ironia na ponta a língua e acredita no amor pra vida toda, nem que ela dure apenas alguns dias.

Em contrapartida, provavelmente, eu atraio manés. Dos bons e dos ruins. Ultimamente mais os ruins. Deve ser a entresafra. Segundo um ex-mané que freqüentou a casa, manés se sentem compelidos a me querer pq passo auto-suficiência, auto-estima elevadíssima e, de certa forma, tenho cara de quem devora homens...

Oi?

Virei um truque e não sabia. (assunto pra próximo post). Anyway, o próximo mané que cruzar a soleira será sabatinado por um questionário tal qual Censo. E vou conseguir saber, quem sabe, o que os atrai. Aguardem pesquisa de cunho antropológico para as próximas postagens.

E vcs? Listem aí suas preferências e concorram a uma linda peteca pra jogar com seu mané.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Climatologia

Quer saber?
K-gay pra Madonna.
É isso mesmo. Se não rolar um viaipi, quero mais que chova. Que role um Gustav no gramado. Vou pegar a grana que desembolsaria para ir ao Maraca e vou chafurdar com os amigos sem ingresso em casa vendo Blondie Ambitious Love. Po, é muita precariedade tupiniquim site que não funciona, telefone que só dá ocupado e fila de varar a madrugada. Na boa, queria mesmo era ter grana e vê-la em Paris ao lado daquela gte perfumada com Dior in loco.
Falando em Gustav... Ele passou por aqui. Já na segunda de manhã ventos sudoeste trouxeram uma puta cólica renal. Costumo dizer que a herança familiar não inclui vaquinhas leiteiras num gde pasto. Mas ziquizira vai ter de sobra no testamento dos velhos. Não fui trabalhar. Fiquei chapadaça no sofá, dormindo meio de olho aberto. Pra completar, abalos sísmicos rondaram meu dia. Mas o estrago que costumava fazer foi bem menos letal. Aliás, bem menos. Quase nada geral. Antes do dia D, com direito a twister, queria refletir sobre o fim de semana. Ouvi muita coisa legal, obra desse pqeueno espaço que meia dúzia lê. Na verdade, comprovei que bem mais que meia dúzia. Meu pai sabe do blog.
Medo.
Sabe aquela tensão tipo: putz descobriu a cartela de pilula?
Foi isso. Mas indolor. Aliás cheio de coisa boa.
Reiniciei a semana cheia de coragem apesar do antinflamatório e outras cositas.
Um reloaded básico.
Jantarzin na terça azarando o terceiro setor com amigos muy keridos.
Showzin de samba com amiga dear e pós chopex.
Uma coisas novas aparecendo.
Muitas risadas e a certeza de que o mundo é bão, Sebastião.
E como pra mim toda fase tem um hino, o da vez é esse aqui.