Então vamos aos acontecimentos...
Há quatro meses conheci o Mr Little. Na dança. Com doses e doses na mente. Não tinha em mente nada além dos amassos impublicáveis naquela parede negra. Mas Mr. Little ligou. E veio. Sem muito a oferecer. Mas a oferta se multiplicou. E foi ficando. E foi bom.
Mr Little nasceu quando eu já havia parado de brincar de bonecas. Zilênios... isso já não importa muito. Eduardo e Mônica já haviam sido perpetuados por RR. E, no meu caso em particular, a Mônica sempre existiu dentro de mim. Com o novo Eduardo tive gdes noites, boas risadas, honrosos gozos que só melhoraram com o tempo.
Mas Mr Little decidiu dar uma sumida. Um hiato breve. Não sou de abreviar pausas. Ele querendo silêncio. Eu querendo rock. Eu querendo um. Ele querendo... o que ele queria?
E ele voltou. No ringtone. Mas aí eu queria silêncio. Mr. Little queria qualquer som, DJ! Eu mantive minha introspeção. Mas meu ringtone tb tocou por lá... No dia seguinte
E voltamos a conjugar o mesmo ritmo. E dessa vez foi ainda melhor. Não sou mt de falar obviedades. De tecer rosário. Mas tem o pronto, falei de sempre. Mr Little não gosta de falar. Nada. Mas ouviu minha retórica de que aquilo deveria ser leve como a brisa. Sem neurose. Coisa que já tenho em estoque.
Concordamos que aquilo, seja lá o que aquilo fosse, era mt bom e nos servia. Foi ficando mais e mais. E foi bom. Até que pisou na bola.
Mr. Little pisou. Não tão feio.
Não matou. Não roubou.
Bateu.
Mas levou.
E aí, sumi. Me corroí. Pq sou de assumir. Não de não existir. Mr. Little, por sua vez, aproveitou o hiato. Mesmo tendo ele feito a merdalhada, dei-lhe a chance de não ser privado da minha cia.
E ele volou. Foi ficando. E ficando. E agora estava muito bom. Quase perfeito. Não fosse pelo insistente esquivar-se de Mr Little.
Muitos me disseram : ´´ Ele não sabe lidar com uma mulher... vc é um mulherão... dez anos mais velha... Ele não é homem ainda...´´
Considerei. Acredite. Tb acho isso td. Mas tb acho bobagem isso td. Nunca me imaginei namorando Mr. Little. Mas aí começaram uns planos...
Não unilaterais. Juro. Mr. Little, um dia, meio chapadinho me chamou pra viajar até uma cidade praiana. Não me empolguei. Ele insistiu. Sumiu e desistiu. Me incomodou, mas achei que realmente era cedo demais, rápido demais. Um dia, meio chapadinho, Mr. Little me chamou pra ir à Europa. Não me empolguei. Ele insistiu. Não acreditei. Ele renovou o passaporte. Não sumiu. E, a príncípio, não desistiu.
Aí, claro, comecei a fantasiar viagem, casinha, familhinha, vidinha com Mr. Little. Estava tranquila, feliz. Estávamos nos vendo duas a tres vezes por semana. Falando todo dia via essemeeesse (ô ódio dessa invenção!). O que eu poderia achar?
Claro!
Estávamos entrando no mesmo eixo. na mesma estrada. Tomando o mesmo caminho. Rumo aquela plaquinha lá no fim onde lê-se: namoro.
Qual não foi meu engano...
Eis que no fim da semana passada descubro que Mr. Little está saindo com outra tb. Descubro não. Mr Little num momento de mais pura sinceridade cortante, no meio de uma noite incrível, me conta entre beijos e amassos.
Não.
Eu perguntei.
Fui lá e enquadrei o meliante: Tá saindo com alguém além de mim?
Mr Little fez uma cara de quem tinha cagado nas próprias calças. E eu com cara de fodeu! Civilizadamente conversamos e Mr. Little dssse que estava claro pra ele que esta é uma relação aberta. O que no frigir dos ovos significa: e se dé mole eu pego mermo.
Mas no caso, até preferia que fosse poligamia. Mas neste caso é só bigamisa. Mr. Little saiu duas vzs com uma moça em questão. Não faço ideia de quem é a oponente. Pq neste caso o único oponente é o próprio Mr Little.
Ele me diz: adoro o que temos. Gosta da sua cia. Não sei o que vou querer amanhã, depois de amanhã, depois do depois do ano que vem, mas não quero me prender a ninguém agora.
Nem a mim e nem a outra moça em questão.
Típico.
Recolho minha dignidade, mas meio chapadinha, terminamos a noite juntos após muita conversa civilizada pq tenho berço e orgulho apesar da cara de Winehouse que acordei.
Mr. Little teve um trabalho fora do Rio. Coisa antiga já. Decido dar um tempo pra mim. Afinal, estava eu fantasiando uma vidinha pq eu quero ou pq é o que se apresenta neste momento? Gosto a ponto de ou ela ou eu ou vou levando até meu saco encher?
Obvimanete nao cheguei a uma conclusão conclusiva, tipassim a nível de decisão.
Mas... Não liguei. Não mandei essemeesse (ô ódio dessa invenção!). Fiquei na minha como quem joga xadrez esperando pra comer o bispo.
Mr. Little deu sinal de vida avisando que havia chegado a tal cidade Não respondi. Não tava afim. Seis horas depois fiquei afim. E respondi tranquila, boa sacada, como sempe faço. Sem fofices, no entanto. O que se sucedeu foi Mr. little dando cada passo do que fazia até chegar de volta ao hotel. mandou fotos dos show em que estava, contou cada detalhe, pude perceber que tava querendo me contar as coisas, dividir...
Algumas vzs fui empolgada. Noutras lacônica. Não nos falamos mais. Não quis ligar. Nem me fazer presente. Tive saudade. Senti falta. Mr. Little tb não se pronunciou. Afinal, não quer se prender.... Não sei se chegou ao fim. Se não começou. Se acredito nos velhos conselhos dos meus avós que já se foram, ´´ menina, água mole em pedra dura tanto bate até q fura´´; ´´ se valorize, não ligue pra ele´´, diria minha mãe. ´´Banque a difícil, ele é moleque´´, dizem algumas amigas.
Não sei a quem escutar.
Não é a primeira dor de corno do universo.
Não será a última.
Mr. Little não é único nem tem o privilégio de me detonar. Já fizeram isso antes e mt bem.
Tb faço, às vzs, confesso.
Melhor q qq pessoa até...
*** Não, Mr Little não tem o... vc sabe... pequeno!
A mãe e o GPS
1 semana atrás
8 comentários:
É verdade! Muita coincidencia. Foi o que pensei quando me deparei com meu Mr Little: "Alice ainda mora aqui". Minha faceta mais sonhadora tem esse nome pra mim. E justamente por causa da personagem que vive num mundo sem lógica.
Meu Mr. também é mais novo. Cinco anos, só, porém. E mesmo assim, Olívia, minha porção mais cruel, adverte Alice a todo momento. É que de não pensar também morreu um burro, sabe como?
De qualquer jeito, vou indo. Nunca consegui seguir a risca meus projetos, mesmo. Nem jurando, sem cruzar os dedos, rs.
Não suma.
Beijos.
os homens andam nessa fase e vibe de quererem relações abertas.
tomanocu relações abertas!
fico tb sem saber o que agir... to meio na mesma situação.
mas sabe o que eu acho? que ser mulherzinha às vezes não é mau. se a gente acha que o macho é alfa e vale a pena, apesar da paciencia descomunal de esperar o tempo deles, acho q é válido ceder, compreender, aguardar... quase um prosperar! hahahaha!
boa sorte!
Mr. Littles existem aos montes. Olhe para o lado e vc verá um. Tão fácil quanto achar batom vermelho em feira de estética. E tão fútil quanto. Não, vc não os merece. Saiba deletar, sem dó nem piedade. Quem disse que é fácil??? Mas quando o tempo - e só ele para curar tudo... - passa, a gente olha para trás e ri. Sim, porque é o tipo de situação que só tem uma definição: cômica. Tragédias são muito maiores que isso.
Te amo e odeio qualquer um que te tire o brilho do olhar.
Somente um comentário:
Mr. Little tá perdendo a chance de crescer em todos os sentidos e se ele não sabe valorizar isto, lamentamos. E o bão e velho ditado latejando nos ouvidos - foi bom enquanto durou - e rendeu boa história e bom prato...srs
Adorei o post... os parágrafos-relatos são isósceles* na medida certa!
* não saberia definir de outra forma o tal Mr. Little. Toda Mônica que se preza sabe disso!
Já disse que adorei esse post?!
quanta coisa em tão pouco tempo!
se dissesse o Mr. Sick q passou pela minha nesses meses... nem ligaria! rsrs pq esse MrLittle é realmente Little pra deixar a doce Alice cara de Winehouse ao acordar pra trás...
coisa louca essa vida...
Beijooo!
É flórida quando queremos algo mais... Algo mais que relações-prazerosas-sem-fins-reprodutivos. A merda é que está cheio de Mr Little por aí.
O que me deixa com ódio é que, quando partimos para outra, eles percebem a pessoa maravilhosa que perderam e surgem achando que podem mudar nossas vidas na hora que eles acreditam ser a mais apropriada. Ódio mor!
Físico, atração, inevitáveis frustrações, idealizações, eis os encontros e desncontros dos romances de agora e sempre.
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