(pq eu amo Claire de Lune, música da minha vida e morte
Ouça enquanto lê. É imperdível)
"Jamais, Deus sabe, procurei em ti outra coisa senão a ti. Não eram as ligações matrimoniais que eu procurava e não eram os meus desejos, nem meus prazeres, mas os teus, tu bem o sabes, que eu procurava satisfazer. Sem dúvida, o nome de Esposa parece mais sagrado e mais digno, mas eu teria preferido o de amante, ou se me permites dizer o de concumbina ou mesmo prostituta. Qtas vezes pensei que serias mais caro para mim e tb mais digno para mim ser tua meretriz do que a imperatriz de Augusto".
Esse é um trecho de uma carta de Heloísa a Abelardo. Um romance bem anterior ao lacrimoso e irracional Romeu e Julieta. Numa época em que a razão deveria prevalecer ante as razões que levam alguém a apaixonar-se. Numa época em que a entrega ao outro era questionada e o platônico deveria ser seguido como verdade absoluta. Na impossibilidade da relação anímica a que estavam destinados, Abelardo e Heloísa trocavam cartas de amor e ódio. E em seu legado é possível descobrir os caminhos que percorremos até aqui na confusão diária do que pretensamente chamamos de paixão.
"Abelardo tinha tudo para conquistar o coração de muitas mulheres. Daí a pergunta: seria Abelardo um homem de vida livre, seja com prostitutas ou com outras mulheres? Sinto muito ao dizer que o que causará a ruína de Abelardo é o amor por todas as mulheres. Ora não se pode dizer aqui que ele amará a todas, mas posso dizer que não amará a nenhuma.... Abelardo mesmo se acusa de inúmeras torpezas, de devasso. Abelardo não mente? Estaria ele mentindo desde o início? Seria ele realmente o monstro que todos apontavam? Ele mesmo teceu o caminho usado para me seduzir, caminho tortuoso, sem dúvida, não sei com objetividade apenas ou se também com certa dose de cinismo.Sem beleza de qualquer espécie. Caminho em que aparece clara a figura de um homem duro e frio. Caminho de uma sedução que não tem sequer amor por excusa"
Trecho de carta de Heloísa sobre Abelardo
Conheço um Abelardo. Não, vários. E como boa Heloisa que sou, me deparo com a confusão que é manter a razão onde ela não deve existir. Quantos Abelardos são necessários para nos fazer morrer? Ou viver intensamente cada segundo de dúvidas e incertezas? Quantas Heloisas serão postas à prova para decidir em que porta entrar?
"Fujo para longe de ti,evitando-te como a um inimigo, mas incessantemente te procuro em meu pensamento.Trago tua imagem em minha memória e assim me traio e contradigo, eu te odeio, eu te amo".
De Abelardo para Heloisa
E de pensar que mais de dois mil anos se passaram e ainda tanto desencontro entre Abelardos e Heloisas...
No momento, vivo a mais pura relação Henry - June - Anaïs Nin sem o menage sexual.
Ele precisa da primeira, com quem vive uma relação intelectual, de aspirante a escritor. A terceira apresenta a ele um universo controverso e surpreendente. June sabe que precisa de Anaïs para manter sua relação com Henry e Anaïs não faz outra coisa a não ser se entregar a este enredo, por vezes até bem sórdido. O que a leva a este relacionamento aberto? Já pensei em várias respostas. Hoje, a principal delas é de que Anaïs, de alguma forma, precisa viver o conflito para saber-se viva e inspirar-se. Provavelmente, nunca esteve tão estimulada intelectualmente...
"Quero estar onde quer que você esteja. Deitada ao seu lado mesmo se você estiver dormindo. Henry, beije meus cílios, ponha seus dedos sobre minhas pálpebras. Morda minha orelha. Empurre meu cabelo para trás. Aprendi a desabotoar a sua roupa com rapidez. Tudo, em minha boca, chupando. Seus dedos. O calor. O frenesi. Nossos gritos de satisfação. Um para cada impacto do seu corpo contra o meu. Cada golpe, uma pontada de prazer. Perfurando numa espiral. O âmago tocado. O útero suga, para a frente e para trás, aberto, fechado. Os lábios adejando, línguas de cobra adejando. Ah, a ruptura - uma célula de sangue explodida de prazer. Dissolução." Anaïs Nin
Trôpego e excitante...
"O senhor poderia me dizer qual caminho devo tomar para sair daqui? Para onde você quer ir?, respondeu o Gato. Não me importo muito para onde..., retrucou Alice. Então não importa o caminho que você escolha... "Mas eu não quero ficar entre gente maluca, Alice retrucou. Oh, você não tem saída, disse o Gato, Eu sou louco. Você é louca. Como você sabe que eu sou louca?, perguntou Alice. Você deve ser,ou então não teria vindo para cá." Entendeu ou quer que eu desenhe? Miau...
sábado, 31 de maio de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
O pai ideal
Pai,
Há muito não escrevo nada pra vc. Já coloquei no papel dezenas de palavras doces com certa fragilidade. Já as ordenei em outros de maneira vil e cruel. Mas hoje, senti uma enorme vontadede "falar" com vc. E de dizer outras palavras que não as que sejam complicadas. Palavras simples apenas. Ao assistir uma entrevista do Bial, e ele fazendo uma breve referência ao pai, me identifiquei. Ele falou sobre a música que lembrava a infância dele. Acordes africanos nunca antes ouvidos por qualquer pessoa. Mas ele foi apresentado àquele som, quase etéreo, pelo pai. Um louco alemão que lia Goethe em voz alta, no original, na sala de casa. Aos poucos, o jornalista dizia o quanto foi bacana a emancipação feminina, a generosidade de deixar o homem sentir-se pai. E contou como o pai dele se mostrava tímido a um toque.
E concluiu: "Eu tenho pena do carinho que ele não soube me dar e do carinho que eu não soube transmitir a ele".
E por alguns instantes me peguei pensando na força dessa imagem, dessa frase. E também senti essa pena. De mim. De nós.
E estas palavras aqui não são de cobrança ou de incompreensão.
Hoje compreendo tantas coisas e as aceito. Mas rejeito em mim o ato de não amar incondicionalmente e de não expôr esse sentimento. Quando me lembro da minha infância, uma das cenas mais recorrentes estava vc. Me recordo com saudade das tardes que passava numa cadeirinha de palha ouvindo os discos novos que vc levava para casa. Com vc aprendi a gostar de Beatles, a querer entender a musicalidade do silêncio que pairava entre nós. Em breves momentos, me sentia tão íntima, tão capaz de ouvir seu coração. E ouvia o meu descompassado esperando algum minutinho para dizer eu te amo.
E como nós perdemos tempo na vida!
Todo dia, toda hora.
Depois de tantas batalhas e quedas e tropeços sei que faz parte de mim essas lembranças. E de como me tornei forte o bastante para não sentir o peso da vida adulta que foi chegando tão rápida e sorrateira.Quando falo de vc para os meus amigos, tenho um orgulho danado daquelas tardes. De como foram importantes na formação do meu caráter, da minha postura diante da vida. Da minha curiosidadepelo novo.
Ao perceber e reconhecer nossas diferenças, observo que por causa delas me tornei quem eu sou. E tenho ainda mais orgulho de mim mesma. A cada vitória conquistadapenso que parte de vc está aqui comigo. E mesmo distante me sinto confortável em imaginar que estou fazendo a coisa certa.
Não brincamos muito, não trocamos muitas palavras, não sabemos muito da vida um do outro, não temos a necessidade da presença aos olhos do corpo, é bem verdade, mas creio que aos olhos da alma estamos interligados.
Almas ora inquietas, estúpidas, chorosas, carentes. Almas ora felizes, risonhas, amáveis e afetuosas. Ao radiografar meus pensamentos vejo o quanto nossa relação me fez crescer. Tenho a sensação de que o mundo é pequeno em vista da giganteza do meu espírito de luta. Acho que já nasci predisposta a fazer deste mundo um lugar melhor. E conviver com vc todos aqueles anos me deu garra para ser livre. Me lembro de um fragmento de conversa na qual vc dizia que o mundo não era aquilo que eu esperava. Na hora, achava aquele papo de uma caretice sem tamanho. Mas agora percebo que vc estava certo.
O mundo aqui fora é diferente. Mas tratei de torná-lo divertido a meu serviço.
Obrigada pai, por todas as broncas, crises, cobranças.
Com medo de não atender suas expectativas, tratei de me tornar uma mulher íntegra, honesta, competente.
Para chamar sua atenção decidi não me rebelar como muitos o fazem. Para te orgulhar, tratei de fazer o melhor que podia. Hoje, olho para trás e vejo naquela longa estrada começada em 1972 um bom caminho. As pedrase xistiram.
Mas para quem anda descalço pela vida qualquer obstáculo se torna companheiro de jornada.
Decidi te contar tudo isso. Dividir com vc a alegria de pertencer ao seu DNA. Dizer um "Eu te amo" sincero em meio a banalização do amor e agradecer por vc estar vivo e ainda estar aí pra sentir orgulho de mim.
Eu venci!
Nós vencemos!
Que bom...
Há muito não escrevo nada pra vc. Já coloquei no papel dezenas de palavras doces com certa fragilidade. Já as ordenei em outros de maneira vil e cruel. Mas hoje, senti uma enorme vontadede "falar" com vc. E de dizer outras palavras que não as que sejam complicadas. Palavras simples apenas. Ao assistir uma entrevista do Bial, e ele fazendo uma breve referência ao pai, me identifiquei. Ele falou sobre a música que lembrava a infância dele. Acordes africanos nunca antes ouvidos por qualquer pessoa. Mas ele foi apresentado àquele som, quase etéreo, pelo pai. Um louco alemão que lia Goethe em voz alta, no original, na sala de casa. Aos poucos, o jornalista dizia o quanto foi bacana a emancipação feminina, a generosidade de deixar o homem sentir-se pai. E contou como o pai dele se mostrava tímido a um toque.
E concluiu: "Eu tenho pena do carinho que ele não soube me dar e do carinho que eu não soube transmitir a ele".
E por alguns instantes me peguei pensando na força dessa imagem, dessa frase. E também senti essa pena. De mim. De nós.
E estas palavras aqui não são de cobrança ou de incompreensão.
Hoje compreendo tantas coisas e as aceito. Mas rejeito em mim o ato de não amar incondicionalmente e de não expôr esse sentimento. Quando me lembro da minha infância, uma das cenas mais recorrentes estava vc. Me recordo com saudade das tardes que passava numa cadeirinha de palha ouvindo os discos novos que vc levava para casa. Com vc aprendi a gostar de Beatles, a querer entender a musicalidade do silêncio que pairava entre nós. Em breves momentos, me sentia tão íntima, tão capaz de ouvir seu coração. E ouvia o meu descompassado esperando algum minutinho para dizer eu te amo.
E como nós perdemos tempo na vida!
Todo dia, toda hora.
Depois de tantas batalhas e quedas e tropeços sei que faz parte de mim essas lembranças. E de como me tornei forte o bastante para não sentir o peso da vida adulta que foi chegando tão rápida e sorrateira.Quando falo de vc para os meus amigos, tenho um orgulho danado daquelas tardes. De como foram importantes na formação do meu caráter, da minha postura diante da vida. Da minha curiosidadepelo novo.
Ao perceber e reconhecer nossas diferenças, observo que por causa delas me tornei quem eu sou. E tenho ainda mais orgulho de mim mesma. A cada vitória conquistadapenso que parte de vc está aqui comigo. E mesmo distante me sinto confortável em imaginar que estou fazendo a coisa certa.
Não brincamos muito, não trocamos muitas palavras, não sabemos muito da vida um do outro, não temos a necessidade da presença aos olhos do corpo, é bem verdade, mas creio que aos olhos da alma estamos interligados.
Almas ora inquietas, estúpidas, chorosas, carentes. Almas ora felizes, risonhas, amáveis e afetuosas. Ao radiografar meus pensamentos vejo o quanto nossa relação me fez crescer. Tenho a sensação de que o mundo é pequeno em vista da giganteza do meu espírito de luta. Acho que já nasci predisposta a fazer deste mundo um lugar melhor. E conviver com vc todos aqueles anos me deu garra para ser livre. Me lembro de um fragmento de conversa na qual vc dizia que o mundo não era aquilo que eu esperava. Na hora, achava aquele papo de uma caretice sem tamanho. Mas agora percebo que vc estava certo.
O mundo aqui fora é diferente. Mas tratei de torná-lo divertido a meu serviço.
Obrigada pai, por todas as broncas, crises, cobranças.
Com medo de não atender suas expectativas, tratei de me tornar uma mulher íntegra, honesta, competente.
Para chamar sua atenção decidi não me rebelar como muitos o fazem. Para te orgulhar, tratei de fazer o melhor que podia. Hoje, olho para trás e vejo naquela longa estrada começada em 1972 um bom caminho. As pedrase xistiram.
Mas para quem anda descalço pela vida qualquer obstáculo se torna companheiro de jornada.
Decidi te contar tudo isso. Dividir com vc a alegria de pertencer ao seu DNA. Dizer um "Eu te amo" sincero em meio a banalização do amor e agradecer por vc estar vivo e ainda estar aí pra sentir orgulho de mim.
Eu venci!
Nós vencemos!
Que bom...
quarta-feira, 28 de maio de 2008
O sexo e a cidade
Dia bom. Bem bom. Espetacularmente bom...
Assisti a Sex and the city hoje. E, decididamente, quero morrer em Nova York, ter todos os Manolos que me forem possíveis e ter amigas (os) sinceras (os) pro resto da minha existência.
Ok, não vou contar.
Só uma ou três coisinhas...
Mr. Big conseguiu ficar melhor
Chocolate para os cabelos é o new black
E "correria pro closet" agora!
Filme mulherzinha? É
Clichêzão? É
Cheio de ganchos previsíveis? É
Mas a vida é tão lugar comum quanto qualquer final de conto de fadas.
Adorei, pra dizer a verdade. A despeito de "o homem da vida" é uma história sobre amizade. Amizade daquels difíceis de achar e cultivar hoje em dia.
E justamente hoje, o best friend tava na pior. E me compadeci de sua dor. Queria pegá-lo no colo e levar pra casa. Colocar uma venda em seus olhos e dizer que tudo isso vai passar.
Vai.
Mas demora. E não há nada que eu possa fazer efetivamente para que a dor não exista. Posso ajudaar a diminui-la. Só. Mas daria um braço para não vê-lo assim.
Mudando radicalmente de assunto.
Deve estar aberta a temporada do cio.
Machos beta e delivery se proliferam como Gremlins.
Não, não vou fazer aquele discurso chato de feminista recalcada.
Só agendar as visitas de acordo com a ordem de chegada.
Semana que vem estarei de férias. E nas férias...
Hoje tava aqui tentando calcular quantas vezes nos últimos oito meses escrevi os nomes ferraço e Maria Paula. Já cheguei a sonhar com isso.
Fim de linha
Acabou
Que venham novos personagens, pois agora vou sair de cena.
Assisti a Sex and the city hoje. E, decididamente, quero morrer em Nova York, ter todos os Manolos que me forem possíveis e ter amigas (os) sinceras (os) pro resto da minha existência.
Ok, não vou contar.
Só uma ou três coisinhas...
Mr. Big conseguiu ficar melhor
Chocolate para os cabelos é o new black
E "correria pro closet" agora!
Filme mulherzinha? É
Clichêzão? É
Cheio de ganchos previsíveis? É
Mas a vida é tão lugar comum quanto qualquer final de conto de fadas.
Adorei, pra dizer a verdade. A despeito de "o homem da vida" é uma história sobre amizade. Amizade daquels difíceis de achar e cultivar hoje em dia.
E justamente hoje, o best friend tava na pior. E me compadeci de sua dor. Queria pegá-lo no colo e levar pra casa. Colocar uma venda em seus olhos e dizer que tudo isso vai passar.
Vai.
Mas demora. E não há nada que eu possa fazer efetivamente para que a dor não exista. Posso ajudaar a diminui-la. Só. Mas daria um braço para não vê-lo assim.
Mudando radicalmente de assunto.
Deve estar aberta a temporada do cio.
Machos beta e delivery se proliferam como Gremlins.
Não, não vou fazer aquele discurso chato de feminista recalcada.
Só agendar as visitas de acordo com a ordem de chegada.
Semana que vem estarei de férias. E nas férias...
Hoje tava aqui tentando calcular quantas vezes nos últimos oito meses escrevi os nomes ferraço e Maria Paula. Já cheguei a sonhar com isso.
Fim de linha
Acabou
Que venham novos personagens, pois agora vou sair de cena.
domingo, 25 de maio de 2008
O fim da semana
Fase desconcentrada total. Aniversário chegando. Vitória chegando. Viagem chegando.
Férias a sete dias na folhinha.
Gente passando. Gente voltando. Gente beijando.
Flerte com o ócio sem culpa.
Noites prometendo. Dias correndo. Semana derretendo.
Fim do inferno astral.
Um pouco de vagabundagem. Um cadinho de coragem.
E um tantão de sacanagem...
Para ouvir a partir de agora. Composição do eterno Cazuza e uma homenagem à galera alegre que conheço e fez sua festa highcolor em Sumpa:
Falando em Mulher sem razão...
Passei o feriadón na companhia daquela gente doida chamada família. Dias agradáveis, ensolarados, gargalhantes. A lêra é que se come demais nestes dias preguiçosos. Feijoada na quinta, vinho até dizer chega na sexta, surrasco no sábado e moqueca no domingo.
Taquiuxpa!
Se em alguma década perdida soubesse que seria tão bom permanecer ao lado deles, talvez tivesse abreviado a sanha pela liberdade a qualquer preço. E é tão bom me reconhecer nas histórias que contamos na mesa do café. Dormir esparramada com o Felipe em cima de mim. Assistir 17 vezes a um desenho japonês até decorar as falas. Ouvir minha mãe em sua ladainha particular em três horários diferentes. Lembrar da nossa adolescência ao encontrar os amigos de um tempo que nunca mais vai voltar. Ver os filhos daquelas meninas que encararam o mundo com olhos ávidos por novidades. Agora, a gente reclama que ficou velho. E, sim, crescemos muito. E às vezes sinto pena por não brincarmos mais como antes. Mas foi bom ficar no quintal, descobrir os segredos, passear na cidade, reencontrar lembranças, fazer planos pra daqui a pouco, ver a Vitorinha mexer. Passei dias muito felizes na companhia dos meus. Numa casa engraçada em que latas de leite condensado explodem ao cair da tarde.
Booooommmm!
* Terminei de ler um livro fantástico este fim de semana. "Eu sou o mensageiro" me chegou às mãos há uma semana. Incrível, envolvente, inteligente. Chorei por várias vezes em alguns trechos. Foi a leitura certa numa fase de tanto descompasso. Obrigada, Sr. T, por me fazer descobrir a mensagem.
Acho que vale outra musiquinha, pq to mega sentimental. TPM...
Férias a sete dias na folhinha.
Gente passando. Gente voltando. Gente beijando.
Flerte com o ócio sem culpa.
Noites prometendo. Dias correndo. Semana derretendo.
Fim do inferno astral.
Um pouco de vagabundagem. Um cadinho de coragem.
E um tantão de sacanagem...
Para ouvir a partir de agora. Composição do eterno Cazuza e uma homenagem à galera alegre que conheço e fez sua festa highcolor em Sumpa:
Falando em Mulher sem razão...
Passei o feriadón na companhia daquela gente doida chamada família. Dias agradáveis, ensolarados, gargalhantes. A lêra é que se come demais nestes dias preguiçosos. Feijoada na quinta, vinho até dizer chega na sexta, surrasco no sábado e moqueca no domingo.
Taquiuxpa!
Se em alguma década perdida soubesse que seria tão bom permanecer ao lado deles, talvez tivesse abreviado a sanha pela liberdade a qualquer preço. E é tão bom me reconhecer nas histórias que contamos na mesa do café. Dormir esparramada com o Felipe em cima de mim. Assistir 17 vezes a um desenho japonês até decorar as falas. Ouvir minha mãe em sua ladainha particular em três horários diferentes. Lembrar da nossa adolescência ao encontrar os amigos de um tempo que nunca mais vai voltar. Ver os filhos daquelas meninas que encararam o mundo com olhos ávidos por novidades. Agora, a gente reclama que ficou velho. E, sim, crescemos muito. E às vezes sinto pena por não brincarmos mais como antes. Mas foi bom ficar no quintal, descobrir os segredos, passear na cidade, reencontrar lembranças, fazer planos pra daqui a pouco, ver a Vitorinha mexer. Passei dias muito felizes na companhia dos meus. Numa casa engraçada em que latas de leite condensado explodem ao cair da tarde.
Booooommmm!
* Terminei de ler um livro fantástico este fim de semana. "Eu sou o mensageiro" me chegou às mãos há uma semana. Incrível, envolvente, inteligente. Chorei por várias vezes em alguns trechos. Foi a leitura certa numa fase de tanto descompasso. Obrigada, Sr. T, por me fazer descobrir a mensagem.
Acho que vale outra musiquinha, pq to mega sentimental. TPM...
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Uso utópico
Não me dê imagens
que sejam verdadeiras
Prefiro as mentirosas
que se tranformam
em pintura abstrata
cor da pele
que exala suores
odores
tremores
que sejam verdadeiras
Prefiro as mentirosas
que se tranformam
em pintura abstrata
cor da pele
que exala suores
odores
tremores
sábado, 10 de maio de 2008
Uma noite no deserto
Sonzinnnnn Mara pra acompanhar
Confesso que saímos com uma certa cara de muchocho. Uma em crise com o macho fixo, outra encucada com macho delivery e o outro meio assim assim com macho fênix.
Pit stop básico pra make-up, xixi, café, chiclete.
O loko solta:
_ Fico o dia inteiro vendo pornografia na net. Abro janelas simultâneas, é uma coisa (...) Tô namorando, mas quero abrir meu relacionamento (...) Ah, sei lá, sabe, sexualmente falando quero algo novo (...)
Nos olhamos em solidariedade ao bofe e pensamos: (homem, não importa em qual barraca de frutas ele leva sua cesta, é tudo igual)
E começa o papo de anatomia masculina, tapas e afins.
Zero grau etílito até o momento.
Partimos pro bar hetero friendly.
Papo vai, papo vem, caipirinha vai, outra vem e partimos para a buatchy ao lado, pq a gte samu phyno e fomo estorá champã pro aniversariante, cortesia de Dona Gileusa.
Pára o mundo que tá tudo rodanuuuuuuuu!
O que são aqueles caras numa espécie de andaime? E aquilo, pera, é uma tanga de couro????
G-zuis! Na próxima encarnação, anota aí: quero ser gay!
E tacinha vai, tacinha vem... Num lugar desses, a expectativa de pegação para hts fêmeas é zero. Então, nos resta dançar até siacabá!
Minha porção Priscila, rainha do deserto, no entanto, provoca certo magnetismo nesses locais e lá vou eu ficando amiga de berçário de vários machos menos machos que eu, na verdade.
Lá pelas tantas: recheio de sanduba. Uia!
A bee loka pra subir no queijo e eu parecendo a fada sininho interagindo com grupos.
E como diz Gee, a bee mais hetera que conheço, numa livre adaptação de minha pessoa:
"É Glória Gaynor e Rosana Deusa nas alturas"
Saldo: diversão pura
auto-estima no teto
Conclusão: Meus amigos são a minha melhor parte (só pra ser sentimental)
Vamos juntar dindin e contratar o Go-go boy do andaime!
Confesso que saímos com uma certa cara de muchocho. Uma em crise com o macho fixo, outra encucada com macho delivery e o outro meio assim assim com macho fênix.
Pit stop básico pra make-up, xixi, café, chiclete.
O loko solta:
_ Fico o dia inteiro vendo pornografia na net. Abro janelas simultâneas, é uma coisa (...) Tô namorando, mas quero abrir meu relacionamento (...) Ah, sei lá, sabe, sexualmente falando quero algo novo (...)
Nos olhamos em solidariedade ao bofe e pensamos: (homem, não importa em qual barraca de frutas ele leva sua cesta, é tudo igual)
E começa o papo de anatomia masculina, tapas e afins.
Zero grau etílito até o momento.
Partimos pro bar hetero friendly.
Papo vai, papo vem, caipirinha vai, outra vem e partimos para a buatchy ao lado, pq a gte samu phyno e fomo estorá champã pro aniversariante, cortesia de Dona Gileusa.
Pára o mundo que tá tudo rodanuuuuuuuu!
O que são aqueles caras numa espécie de andaime? E aquilo, pera, é uma tanga de couro????
G-zuis! Na próxima encarnação, anota aí: quero ser gay!
E tacinha vai, tacinha vem... Num lugar desses, a expectativa de pegação para hts fêmeas é zero. Então, nos resta dançar até siacabá!
Minha porção Priscila, rainha do deserto, no entanto, provoca certo magnetismo nesses locais e lá vou eu ficando amiga de berçário de vários machos menos machos que eu, na verdade.
Lá pelas tantas: recheio de sanduba. Uia!
A bee loka pra subir no queijo e eu parecendo a fada sininho interagindo com grupos.
E como diz Gee, a bee mais hetera que conheço, numa livre adaptação de minha pessoa:
"É Glória Gaynor e Rosana Deusa nas alturas"
Saldo: diversão pura
auto-estima no teto
Conclusão: Meus amigos são a minha melhor parte (só pra ser sentimental)
Vamos juntar dindin e contratar o Go-go boy do andaime!
E no supermercado...
Delivery faz a corte.
_Hum, e aí? Tá de pé?
_ Hum, ia mesmo te ligar... Hj é niver do meu best friend e não dá pra faltar...
_ (Tom) Vc vai preferir sair com o best friend que comigo?
_ Sim, vou. Como disse, é meu best friend (...)
_ Esse negócio de melhor amigo tem sempre algum segunda intenção, aposto que vc pega seu amigo/
_ (Corto) Ele é gay!
_ (Sem graça) Ah, tá... Mas ainda assim vc prefere sair com ele?
_ Não é questão de preferência (...)
_ Então tá! (tom) A ge se encontra em 13 de novembro de 2014!
Ai chaaaaaaaaaato isso. Alguém, por favor, diga ao espécime que essa pose Greta Garbo na malhor das hipóteses só é adequado a alguém que use saias...
_Hum, e aí? Tá de pé?
_ Hum, ia mesmo te ligar... Hj é niver do meu best friend e não dá pra faltar...
_ (Tom) Vc vai preferir sair com o best friend que comigo?
_ Sim, vou. Como disse, é meu best friend (...)
_ Esse negócio de melhor amigo tem sempre algum segunda intenção, aposto que vc pega seu amigo/
_ (Corto) Ele é gay!
_ (Sem graça) Ah, tá... Mas ainda assim vc prefere sair com ele?
_ Não é questão de preferência (...)
_ Então tá! (tom) A ge se encontra em 13 de novembro de 2014!
Ai chaaaaaaaaaato isso. Alguém, por favor, diga ao espécime que essa pose Greta Garbo na malhor das hipóteses só é adequado a alguém que use saias...
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