Acabei de ler Penelope. Não é um livro incrível, daqueles inesquecíveis. Mais parece um roteiro fantasioso da Disney ( e virou filme com Cristina Ricci, ainda inédito para os tupiniquins), mas é bonitinho, cumpre o papel de entreter e tem mensagem positiva no final e happy end, que é o que a gte gosta. Mas por pouco não vira um exemplar de auto-ajuda. Boa dica pro final de dias preguiçosos.
E amanhã começa tudo de novo... E tem festeeenha que me permite calçar os saltos e, quem sabe até, me divertir de verdade.
Sol entrando em Touro, meu inferno astral. Comprei incenso, sal grosso, baguá, rosa branca e gravei muitos CDs. To ouvindo Fiest, Adele e a lindíssima Candie Payne. Baixei Portishead e é perturbador. Descobri Regina Spektor, que não conhecia. Muito bom. Sombrio mesmo é um tal Goldfarp. É noir, algo entre "Dália Negra" e "Veludo Azul".
Quero aprender a posar música aqui. Será que dá???
http://www.youtube.com/watch?v=rH6PEJ17MAQ
Tentemos, néam?
Isso é trilha de 007 dos bons anos com Sean Conery!
"O senhor poderia me dizer qual caminho devo tomar para sair daqui? Para onde você quer ir?, respondeu o Gato. Não me importo muito para onde..., retrucou Alice. Então não importa o caminho que você escolha... "Mas eu não quero ficar entre gente maluca, Alice retrucou. Oh, você não tem saída, disse o Gato, Eu sou louco. Você é louca. Como você sabe que eu sou louca?, perguntou Alice. Você deve ser,ou então não teria vindo para cá." Entendeu ou quer que eu desenhe? Miau...
segunda-feira, 21 de abril de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
Oráculo
"E se eu pular agora"?
_ Vai se machucar.
"E se eu não souber"?
_ Terá de enfrentar o vazio.
"E se só chegar perto"?
_ Será empurrada.
"E se me defender"?
_ Não correrá o risco.
"E se me arriscar"?
_ Pode quebrar uma perna.
"E se eu ficar"?
_ Quebrará as duas.
"E se der meia volta"?
_ Nunca irá saber.
"E se eu procurar"?
_ Talvez nunca ache.
"E se eu correr"?
_ Vai se assustar.
"E se eu jogar"?
_ Pode se perder.
"E se desistir?"
_ Estará morta.
_ Vai se machucar.
"E se eu não souber"?
_ Terá de enfrentar o vazio.
"E se só chegar perto"?
_ Será empurrada.
"E se me defender"?
_ Não correrá o risco.
"E se me arriscar"?
_ Pode quebrar uma perna.
"E se eu ficar"?
_ Quebrará as duas.
"E se der meia volta"?
_ Nunca irá saber.
"E se eu procurar"?
_ Talvez nunca ache.
"E se eu correr"?
_ Vai se assustar.
"E se eu jogar"?
_ Pode se perder.
"E se desistir?"
_ Estará morta.
No title
Eu não gosto da rima.
Minha poesia vem do som da rua
Da alma que chega apressada
Do feio
Do sujo
Do roto
Do esfarrapado
Minha poesia tá nos olhos castanhos
Dourados da manhã sem sol
Da lágrima que escorre pelo canto da boca
Do moço
Da velha
Da gota
Da tinta
Minha poesia vem da madrugada
Do céu com trovão
Da descrença na fé
Da praia
Da zona
Do céu
Do inferno
Minha poesia tá nos dentes brancos
Camuflados de felicidade
Da tarde hedonista
Da pipa
Do vôo
Do mergulho
Do nada
Minha poesia vem do medo do claro
Do apagar da música
Do bafo do grito
De você
De mim
De vós
De nós
Minha poesia tá na confusão
Do coração despedaçado
pela flor de margarida
Do jardim
Do atalho
Do verde
Do escondido
Minha poesia tá na porta de casa
varrida em vermelho
em cima do tapete
Do chão
Da poeira
Da vizinha
Da fofoca
Minha poesia vem da frase inacabada
Da boca aberta
Do tilintar das reticências
Da vírgula
Da linha
D0 lápis
Do ponto final
Minha poesia vem do som da rua
Da alma que chega apressada
Do feio
Do sujo
Do roto
Do esfarrapado
Minha poesia tá nos olhos castanhos
Dourados da manhã sem sol
Da lágrima que escorre pelo canto da boca
Do moço
Da velha
Da gota
Da tinta
Minha poesia vem da madrugada
Do céu com trovão
Da descrença na fé
Da praia
Da zona
Do céu
Do inferno
Minha poesia tá nos dentes brancos
Camuflados de felicidade
Da tarde hedonista
Da pipa
Do vôo
Do mergulho
Do nada
Minha poesia vem do medo do claro
Do apagar da música
Do bafo do grito
De você
De mim
De vós
De nós
Minha poesia tá na confusão
Do coração despedaçado
pela flor de margarida
Do jardim
Do atalho
Do verde
Do escondido
Minha poesia tá na porta de casa
varrida em vermelho
em cima do tapete
Do chão
Da poeira
Da vizinha
Da fofoca
Minha poesia vem da frase inacabada
Da boca aberta
Do tilintar das reticências
Da vírgula
Da linha
D0 lápis
Do ponto final
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Japonese Food
E aí a doida saca da cartola:
"Minha amiga foi estuprada por um índio".
Quase cuspimos o sashimi naquele pequeno japa de apenas três pessoas. Três, não. Tinha a garçonete san... Mas isso é outra parte. As gargalhadas ecoaram tão forte que por um momento tive a vontade de trocar a coca zero por uma boa dose de saquê. Se fosse pedir à garçonete san... Mas isso fica pra depois. E lá vai ela contando a desventura da amiga com um índio txucarramãe. Ok, a parada é séria. Mas ng no meu mundo conhecia alguém com uma marca tão bizarra na vida. Imagina o que este ser fez na outra encarnação... Tacape nele!
Bom, mas num jantar entre mocinhas de fino trato, os assuntos variam entre querer matar os chefes e os pseudos. E também listam-se táticas infalíveis de sedução, coação e humilhação.
Pausa para dar uma secada no lutador de jiujitsu/cara de bad boy/gostoso/acompanhado da loura padrão.
Voltamos às nossas histórias em comum bastante incomuns, eu diria. A outra diz que agora só quer saber de grana. Muita, de preferência. Falo da minha viagem de estudo antropológico/fágico com argentinos e afins que profiram qualquer palavra em castelhano bem perto do meu ouvido, dos acontecimantos da noite anterior (com eufemismos e superlativos, claro), do nosso mais querido amigo em comum, das tristezas, das vitórias, de trakinas, de momentos e de desencontros.
Mas não era noite de filosofias de botequim. Somos moças bem nascidas e criadas para serem quase gueixas, desde que seja no corpinho da Lucy Liu. Gueixas modernas que escrevem tratados sobre o caos, mas recorrem à cartomantes e quiromancia para curar o mal de amor.
Pausa para falar com o carinha/ex-peguete/gostosinho/pouco inteligente e divertido
Terminamos a noite com um cigarro, na mesa do pé sujo, sendo importunadas por passantes mais miseráveis que nós. Já sem paciência, soltamos nosso lado "calega" e desafiamos os bons costumes. E aí, a outra saca a maior surpresa do encontro:
"Ele tá aqui grudado no meu pé". E mostra.
Mas isso não vou contar. Só para a garçonete san.
"Minha amiga foi estuprada por um índio".
Quase cuspimos o sashimi naquele pequeno japa de apenas três pessoas. Três, não. Tinha a garçonete san... Mas isso é outra parte. As gargalhadas ecoaram tão forte que por um momento tive a vontade de trocar a coca zero por uma boa dose de saquê. Se fosse pedir à garçonete san... Mas isso fica pra depois. E lá vai ela contando a desventura da amiga com um índio txucarramãe. Ok, a parada é séria. Mas ng no meu mundo conhecia alguém com uma marca tão bizarra na vida. Imagina o que este ser fez na outra encarnação... Tacape nele!
Bom, mas num jantar entre mocinhas de fino trato, os assuntos variam entre querer matar os chefes e os pseudos. E também listam-se táticas infalíveis de sedução, coação e humilhação.
Pausa para dar uma secada no lutador de jiujitsu/cara de bad boy/gostoso/acompanhado da loura padrão.
Voltamos às nossas histórias em comum bastante incomuns, eu diria. A outra diz que agora só quer saber de grana. Muita, de preferência. Falo da minha viagem de estudo antropológico/fágico com argentinos e afins que profiram qualquer palavra em castelhano bem perto do meu ouvido, dos acontecimantos da noite anterior (com eufemismos e superlativos, claro), do nosso mais querido amigo em comum, das tristezas, das vitórias, de trakinas, de momentos e de desencontros.
Mas não era noite de filosofias de botequim. Somos moças bem nascidas e criadas para serem quase gueixas, desde que seja no corpinho da Lucy Liu. Gueixas modernas que escrevem tratados sobre o caos, mas recorrem à cartomantes e quiromancia para curar o mal de amor.
Pausa para falar com o carinha/ex-peguete/gostosinho/pouco inteligente e divertido
Terminamos a noite com um cigarro, na mesa do pé sujo, sendo importunadas por passantes mais miseráveis que nós. Já sem paciência, soltamos nosso lado "calega" e desafiamos os bons costumes. E aí, a outra saca a maior surpresa do encontro:
"Ele tá aqui grudado no meu pé". E mostra.
Mas isso não vou contar. Só para a garçonete san.
MULHER PERFEITINHA
Achei esse texto tão bom, que gostaria de tê-lo escrito...
Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!!! Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?
A) Escova toda manhã.
A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado,pegação,pra encaixar-se no padrão "Alisabel é que é legal". Burra.
B) Na moda.
Estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? Jamais! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar “desarrumada” nem enquanto tiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo.
C) Sorriso incessante.
Ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa, coitada.
D) Bunda dura.
As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Equece! Melhor convidar o Jorjão.
Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. Que beleza de mulher. E você reparou naquela bunda? Meu Deus...
Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. Nem pra dela, nem pra sua!
E MULHER BONITA DEMAIS E MELANCIA GRANDE, NINGUEM COME SOZINHO !!!!!
Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!!! Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?
A) Escova toda manhã.
A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado,pegação,pra encaixar-se no padrão "Alisabel é que é legal". Burra.
B) Na moda.
Estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? Jamais! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar “desarrumada” nem enquanto tiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo.
C) Sorriso incessante.
Ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa, coitada.
D) Bunda dura.
As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Equece! Melhor convidar o Jorjão.
Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. Que beleza de mulher. E você reparou naquela bunda? Meu Deus...
Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. Nem pra dela, nem pra sua!
E MULHER BONITA DEMAIS E MELANCIA GRANDE, NINGUEM COME SOZINHO !!!!!
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Com a boca aberta
Então tá.Hora de gritar um sonoro palavrão.
PUTAQUIPARIUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUm não. Dois.
Putaquipariuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu. CARAAAAAAAAAAAAALHOOOOOOOOO.
Quem me conhece, sabe muito bem que isso é muito pouco.
Acordei as seis e meia pra pegar carona com o paulista.
E não é que ele é gatinho... Mas tem um problema. Usa o mesmo Victoria's Secret que eu.
Não, não tenho saco pra metrossexual. Disputar creme com o bofe, só fodendo bem. Mas muito bem. Como isso está longe de acontecer...Me atirei no Saara pra comprar o bicho da festa da Arca de Noé. Vou de onça. O próximo bofe que chegar aqui em casa terá diversão garantida. tem coelho, onça, índia...
Saí daquele deserto escaldante cheio de novidades que falam mais portunhol do que eu, e migrei para Laranjeiras. De lá, pego um táxi direto pro Lebrão. Eis que no caminho, decido chupar uma bala.
Maldita! Quebrei a obturação do dente.
Lá vou eu que nem uma louca pra Ipanema, atrás do dentista de emergência. O endereço e o telefone deviam estar em algum papelzinho desses, ai, cad~e? Caralho! Eis que a lôra lembra da galeria que tinha uma lojinha simpática e pimba! É o prédio do consultório.
Preencho uma lista mega enorme de perguntas idiotas tais quais: "Vc tem alguma doença contagiosa? Qual? Está satisfeita com seu sorriso?" . Não, neste momento estou amaldiçoando todos os fabricantes de doces e afins e torcendo pro dentista ser um velho decrépito. Eu ali parada com aquele buracão no dente da frente. Seria muita sacanagem se o dentista fosse um gato...
Consultório - Interior - Dia
Como todo castigo pra corno é pouco... Lá vou eu. Com aquele horrendo babador de papel grudado ao pescoço, deito desajeitadamente na cadeira do dentista, que insiste em nunca aparecer. Já estou quase dormindo, quando ouço uma voz.
- Oi Td bem?
Abro os olhos. me assusto.
Ao contrário dos meus mais secretos desejos de que aquele homem fosse horrendo, me deparo com um homão de seus 1,85m, moreno, sorriso branquíssimo, no máximo 28 anos, com a mão estendida, e a minha, claro, cruzadas.
Não. Mil vzs não.
Ele é o cara que vai pedir para que abra a boca e vai ver esse buracão.
Jesus, me leva!
- Oi, td bem. (falo com certa cara de choro)
- Pela sua carinha, não está nada bem... (diz ele, tentando ser simpático. Pra quê? Pra quê?)
O doutor senta ao meu lado e pede para que eu abra a boca.
Ai que vergonha.
Me pergunta o que houve.
- Cara, tava vindo pra Ipanema e chupei uma bala, quando vi caiu a obturação. Logo agora que tava indo pagar minha viagem de férias. Que droga!
Ele lança um sorriso ensaiadinho para momentos de amplo e irrestrito desespero do paciente.
- Menos mal. Pelo menos vai viajar com o dente novo.
Quase emendei:
- E vc? Tá afim de ir comigo?
Enfim, começamos a nossa luta pelo tratamento.
Minha boca endureceu. Quase não abria.
Droga, comi uma empada pelo nariz antes de chegar ao dentista e nem tinha checado pra ver se restavam provas do meu crime;
Merda!
O cara era um anjo. Não me machucou. Fez trabalho genial. E enquanto aquelas mãos seguravam o motorzinho que já nem me irritafva mais, me dei conta que fantasiava com ele de sunga branca em alguma ilha de Bora Bora...
Wake up!
O moço ficou horas mexendo no tal dente. Será que ele tb gostou de mim?
Me sugeriu fazer clareamento. Emendamos um papinho corriqueiro.
Eu, claro, com aquelça droga de sugador no canto da boca, pronunciando palavras incompreensíveis. Mas ele entendia.Foi me dando certa dor no maxilar. Pedi para fechar a boca. Ele deixou.,. Perguntei o nome dele. Gustavo.
Ah sim, eu sou a Carol. Ele me chamou o tempo todo de Ana por causa da ficha imbecil.
Me perguntou qual era o destino da viagem de férias. Responbdi e ele esboçou um largo sorriso. Droga, de novo fiquei vermelha e cruzei o olhar e disfarcei.
Bosta!Hora de ir , então.
Por mim, faria uns cinco canais, um banho de flúor e o levaria pra jantar.
Pedi um cartão para o caso de fazer o tal clareamento e parti feliz.
Ô vida!
PUTAQUIPARIUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUm não. Dois.
Putaquipariuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu. CARAAAAAAAAAAAAALHOOOOOOOOO.
Quem me conhece, sabe muito bem que isso é muito pouco.
Acordei as seis e meia pra pegar carona com o paulista.
E não é que ele é gatinho... Mas tem um problema. Usa o mesmo Victoria's Secret que eu.
Não, não tenho saco pra metrossexual. Disputar creme com o bofe, só fodendo bem. Mas muito bem. Como isso está longe de acontecer...Me atirei no Saara pra comprar o bicho da festa da Arca de Noé. Vou de onça. O próximo bofe que chegar aqui em casa terá diversão garantida. tem coelho, onça, índia...
Saí daquele deserto escaldante cheio de novidades que falam mais portunhol do que eu, e migrei para Laranjeiras. De lá, pego um táxi direto pro Lebrão. Eis que no caminho, decido chupar uma bala.
Maldita! Quebrei a obturação do dente.
Lá vou eu que nem uma louca pra Ipanema, atrás do dentista de emergência. O endereço e o telefone deviam estar em algum papelzinho desses, ai, cad~e? Caralho! Eis que a lôra lembra da galeria que tinha uma lojinha simpática e pimba! É o prédio do consultório.
Preencho uma lista mega enorme de perguntas idiotas tais quais: "Vc tem alguma doença contagiosa? Qual? Está satisfeita com seu sorriso?" . Não, neste momento estou amaldiçoando todos os fabricantes de doces e afins e torcendo pro dentista ser um velho decrépito. Eu ali parada com aquele buracão no dente da frente. Seria muita sacanagem se o dentista fosse um gato...
Consultório - Interior - Dia
Como todo castigo pra corno é pouco... Lá vou eu. Com aquele horrendo babador de papel grudado ao pescoço, deito desajeitadamente na cadeira do dentista, que insiste em nunca aparecer. Já estou quase dormindo, quando ouço uma voz.
- Oi Td bem?
Abro os olhos. me assusto.
Ao contrário dos meus mais secretos desejos de que aquele homem fosse horrendo, me deparo com um homão de seus 1,85m, moreno, sorriso branquíssimo, no máximo 28 anos, com a mão estendida, e a minha, claro, cruzadas.
Não. Mil vzs não.
Ele é o cara que vai pedir para que abra a boca e vai ver esse buracão.
Jesus, me leva!
- Oi, td bem. (falo com certa cara de choro)
- Pela sua carinha, não está nada bem... (diz ele, tentando ser simpático. Pra quê? Pra quê?)
O doutor senta ao meu lado e pede para que eu abra a boca.
Ai que vergonha.
Me pergunta o que houve.
- Cara, tava vindo pra Ipanema e chupei uma bala, quando vi caiu a obturação. Logo agora que tava indo pagar minha viagem de férias. Que droga!
Ele lança um sorriso ensaiadinho para momentos de amplo e irrestrito desespero do paciente.
- Menos mal. Pelo menos vai viajar com o dente novo.
Quase emendei:
- E vc? Tá afim de ir comigo?
Enfim, começamos a nossa luta pelo tratamento.
Minha boca endureceu. Quase não abria.
Droga, comi uma empada pelo nariz antes de chegar ao dentista e nem tinha checado pra ver se restavam provas do meu crime;
Merda!
O cara era um anjo. Não me machucou. Fez trabalho genial. E enquanto aquelas mãos seguravam o motorzinho que já nem me irritafva mais, me dei conta que fantasiava com ele de sunga branca em alguma ilha de Bora Bora...
Wake up!
O moço ficou horas mexendo no tal dente. Será que ele tb gostou de mim?
Me sugeriu fazer clareamento. Emendamos um papinho corriqueiro.
Eu, claro, com aquelça droga de sugador no canto da boca, pronunciando palavras incompreensíveis. Mas ele entendia.Foi me dando certa dor no maxilar. Pedi para fechar a boca. Ele deixou.,. Perguntei o nome dele. Gustavo.
Ah sim, eu sou a Carol. Ele me chamou o tempo todo de Ana por causa da ficha imbecil.
Me perguntou qual era o destino da viagem de férias. Responbdi e ele esboçou um largo sorriso. Droga, de novo fiquei vermelha e cruzei o olhar e disfarcei.
Bosta!Hora de ir , então.
Por mim, faria uns cinco canais, um banho de flúor e o levaria pra jantar.
Pedi um cartão para o caso de fazer o tal clareamento e parti feliz.
Ô vida!
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Viver dói
Noite de Closer em casa. Precisava rever. Precisava mostrar. A primeira vez foi prestes a me atirar do abismo. A lição primordial: nunca estamos plenamente satisfeitos com o que temos, com quem nos rodeia e até com quem nos ama. Segunda: nem toda a verdade precisa ser dita. Por mais virtuoso que seja, a covardia deveria ser respeitada. Não defendo a mentira. Mas sinceridade cortante fere, magoa, te deixa em frangalhos. A verdade deve prvelecer. Nem sempre, em alguns casos. É como pisar de saltos finos no gramado. Você vai afundar em algum momento.
Da primeira vez, me identifiquei demais com Anna. A fotógrafa que num rompante decidiu se jogar, pois não se achava merecedora suficiente do amor real, calmo e quase indolor. O medo a levou ao desconhecido. E se o desconhecido assusta, também é uma forma de perceber-se vivo.
Na segunda edição, achei que estivesse assistindo a versão do diretor, sem cortes, mais seco. Muita coisa mudou desde a primeira vez. Sempre muda... Acho que estou mais pra Jane agora. Uma desconhecida que prefere apagar o passado, se apresentar embalada pra presente e oferecendo a única coisa que realmente tem e interessa: a entrega sem amarras, o seja bem-vindo à vida e enjoy! Tudo que Jane quer é ser alguém pra outro alguém e não se fiar em alguém. O que Dan não enxerga é que ele depende de sua Alice e não o contrário.
A lição que tiro agora é um pouco mais elaborada que as primeiras intenções. Continuo com as observações anteriores, porém, acabo constatando que por mais íntimo que sejamos, nunca conhecemos de fato o outro.
Mais. Nem sempre o que é real é de verdade e expectativas só existem pra quem vive no universo paralelo. O real é o que você viveu naquele momento. O raio de intensidade só se dá uma vez. O resto é fabricação imprópria da mente que teima em viver no mundo ideal.
Mas o que é o ideal a não ser fragmento da vontade que dê certo? Por que não viver o que se quer no momento em que se pode? Não acredito na pessoa certa na hora errada. Existem pessoas erradas que te visitam a qualquer hora. Mas como sabê-las sem conhecê-las? Mas até onde vai o poder radiográfico do ser-humano? Ninguém se conhece. Ninguém quer se conhecer de verdade, menos ainda ao outro. Qual a chance de dar certo? Talvez a mesma de dar errado. Qual a probalidade de sermos felizes a longo prazo se não conseguimos ser felizes no momento em que algo surpreendente aconteceu? Para Hebert é o segundo que antecede o beijo, a palavra que destroí o amor. Fragmentos... Para Chico, existem desastres nas mãos de qualquer um e o pra sempre é sempre por um triz, que nas mãos de Renato, sempre acaba.
Concluo que viver dói, não é preciso e navego divagando, revendo fatos e querendo saber onde foi o erro. Os acertos podem ser ilusórios.
Da primeira vez, me identifiquei demais com Anna. A fotógrafa que num rompante decidiu se jogar, pois não se achava merecedora suficiente do amor real, calmo e quase indolor. O medo a levou ao desconhecido. E se o desconhecido assusta, também é uma forma de perceber-se vivo.
Na segunda edição, achei que estivesse assistindo a versão do diretor, sem cortes, mais seco. Muita coisa mudou desde a primeira vez. Sempre muda... Acho que estou mais pra Jane agora. Uma desconhecida que prefere apagar o passado, se apresentar embalada pra presente e oferecendo a única coisa que realmente tem e interessa: a entrega sem amarras, o seja bem-vindo à vida e enjoy! Tudo que Jane quer é ser alguém pra outro alguém e não se fiar em alguém. O que Dan não enxerga é que ele depende de sua Alice e não o contrário.
A lição que tiro agora é um pouco mais elaborada que as primeiras intenções. Continuo com as observações anteriores, porém, acabo constatando que por mais íntimo que sejamos, nunca conhecemos de fato o outro.
Mais. Nem sempre o que é real é de verdade e expectativas só existem pra quem vive no universo paralelo. O real é o que você viveu naquele momento. O raio de intensidade só se dá uma vez. O resto é fabricação imprópria da mente que teima em viver no mundo ideal.
Mas o que é o ideal a não ser fragmento da vontade que dê certo? Por que não viver o que se quer no momento em que se pode? Não acredito na pessoa certa na hora errada. Existem pessoas erradas que te visitam a qualquer hora. Mas como sabê-las sem conhecê-las? Mas até onde vai o poder radiográfico do ser-humano? Ninguém se conhece. Ninguém quer se conhecer de verdade, menos ainda ao outro. Qual a chance de dar certo? Talvez a mesma de dar errado. Qual a probalidade de sermos felizes a longo prazo se não conseguimos ser felizes no momento em que algo surpreendente aconteceu? Para Hebert é o segundo que antecede o beijo, a palavra que destroí o amor. Fragmentos... Para Chico, existem desastres nas mãos de qualquer um e o pra sempre é sempre por um triz, que nas mãos de Renato, sempre acaba.
Concluo que viver dói, não é preciso e navego divagando, revendo fatos e querendo saber onde foi o erro. Os acertos podem ser ilusórios.
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