Tá. Tinha a festa da Playboy hj pra ir. O convite tá aqui ainda.
Não, não fui.
Comassim?
Ah não tava com vontade. Brochei. Fiquei com preguiça. K-gay.
E esse poder de escolha é simplesmente divino maravilhoso al qual cantada por Gal.
Ok, pode dizer que tô velha, deprimida, caduca, ranzinza.
Tô mesmo um pouco de cada isso. E sou mais velha que a revista. O que já seria motivo suficiente pra me esgueirar pelas paredes.
Mas pára e pensa: festa da Playboy é tal qual mansão Hefner.
Convites distribuídos para 70% de mulheres e apenas 30% para homens. Destes 30 boa aí que 10% são gays. Os outros 20% vão atrás das coelhinhas.
Ano passado eu fui. Tinha funk, tio sukita, ator viado dando pinta com gogo girl, curralzinho vip de ex-BBBs e aspirantes a rainha de bateria do Cubango.
Não, não me arriscaria. O espumante era bom, mas ah, gte, dá preguiça investir nessas festas.
Não fui. Prontacabô.
Se fosse na semana passada talvez tivesse ido. Parada urgente para resolver, casório de amiga do qual sou fada madrinha vai me colocar numa saia justa daquelas. E não to falando só do vestido...
Então encontro amiga no Gtalk conto o drama e ea saca da cartola um dos pouquíssimos amigos hetero dela. Ok, apresentações virtuais feitas, topei o convite do moço. Tipinho que eu gosto, meio gordinho, barbudin, cara de mané. Ok, vamo que vamo.
Cheguei ao boteco e lá estavam todos. Amiga, namorada e loser. Não via amiga há tempos, foi superanimado, conversamos sobre td, trabalho, derrotas, casório, ex-maridos, noivos e afins e o loser lá interagindo ma non tropo.
Bom, penso: vai que não gostou de mim (embora olhasse meu decote o tempo todo). Penso de novo: ele é igual meu ex-namorado surubeiro (que merece um post só pra ele).
papo vai papo vem, casal de amigas decide correr pra casa. Ficamos eu e loser. Bebemos mais um pouco e ele começa a dizer que odiava a ex-sogra. Achei estranho. Não pq não seja normal odiar a sogra, mas permanecer odiando uma que já é ex... esquisito. Aí, começa um revival e decide me contar as agruras de seu casamento. Eu ali com aquela cara de psicanalista, mão no queixo quase lendo O Estadão.
Hum, sei...
Ela me deixou na merda quando eu mais precisava
Ah, sim, é?
É, quando fiquei desempregado, em 2003, ela se fechou. Eu ficava em casa e tals, cuidando do filho e tals.
bla bla bla ti ti ti, ok vc venceu sem batatas fritas. Vambora correndo!
Ok, já devia ter aprendido.
BLIND DATE NÃO!!!!!!!!!1
Mácomassim?
O cara não trabalha há cinco anos e aos 40 o problema é do mundo???
Começou a me dar certo comichão. Provavelmente cruzei os braços e decidi pensar nas sete margens do rio Ota. Nenhuma menção de intimidade. Eu não gostei. Ele não gostou. Simples assim.
Mas, obviamente, voltei pra minha casa meio frustrada por não conseguir admirar o cara em nada. E sem admiração não há tesão que sublime uma decepção. Imagino que ele não tenha gostado muito de mim pq não faço o padrão estético de caras como ele. E também não vou xoxá-lo por isso. Acontece. Eu não gosto de baixinhos e coroas, for example. Mas ainda que fosse o número dele, desejaria continuar na prateleira.
Depois, conversando com amiga - que por sua vez não entendeu lhufas - chegamos a conclusão que ele é meio, digamos, encostado. Aí ela me conta:
Sabe fulano? Po, tá mortão com as olimpíadas.
Ué e ele compete?
Não não, não perde uma prova na TV.
Pensamento olímpico: "Mais vale uma Jade chorando no solo do que um Phelps voando"
"O senhor poderia me dizer qual caminho devo tomar para sair daqui? Para onde você quer ir?, respondeu o Gato. Não me importo muito para onde..., retrucou Alice. Então não importa o caminho que você escolha... "Mas eu não quero ficar entre gente maluca, Alice retrucou. Oh, você não tem saída, disse o Gato, Eu sou louco. Você é louca. Como você sabe que eu sou louca?, perguntou Alice. Você deve ser,ou então não teria vindo para cá." Entendeu ou quer que eu desenhe? Miau...
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Sua menina
Eu comprei um sonho hoje, vô. Pra lembrar de tardes com café e manteiga na sua mesa da cozinha. Daquele seu pijaminha azul, os chinelos Franciscano que jamais poderia calçar. Mas calçava, você bem sabe. E vesti aquele seu suéter cinza, quentinho, pra me sentir envolvida por seu cheiro e sua lembrança. E me vi sorrindo de seu sorriso branco quando me via chegar pela janela, andando na ponte, anunciando minha proximidade pela casa. Lembrei dos seus cotovelos ásperos de observar a vida do quarto andar. Nos seus olhos marejados via os melhores dias da minha vida. E de quanto o conhecia em seus silêncios, sua delicadeza e discrição. Um dia pra rever as madrugadas que invariavelmente terminavam de manhã, quando vc dava de comer aos canários. De sua elegância ao ponderar sobre qualquer assunto. O seu deixa isso pra lá para pôr fim a qualquer possibilidade de descontentamento. Queria ter podido conviver mais com você e não me sentir tão sozinha como estou agora. O tempo inteiro fostes meu pai do coração, da alma e da realização. Cada vez que ouço um boa noite, me recordo de você na cadeira recostado só esperando pelo dia seguinte. Seria bom que estivesse presente de novo. Tua ausência é sempre tão estranha, mesmo depois da maturidade. Não há como ver gomalina na farmácia e não o testemunhar se penteando no banheiro. Pras saídas corriqueiras atrás do cotidiano de sua cidadezinha caipira, amada e perpetuada com seu sobrenome em logradouro. Da sua fé inabalável, de Santa Rita de Cássia. E ouvi, sabe, Ray Charles. E chorei, claro. Você sabe que não resisto ao enredo dramático da perda. O arroz com feijão ainda tem aquele gosto da sua existência. E nunca mais comi goiaba em calda. Ninguém gosta além de mim e você. E comer sozinha, vô, é muito chato. É pra quem tem pressa ou nenhum apreço por certas iguarias como você teve. Do seu cheiro é só fechar os olhos que me sobe às narinas. Do abraço quente e confortável, protetor de todo e qualquer mal que o mundo quisesse me fazer. To carente do orgulho qe sentia ao me ver, ao saber dos meus feitos e efeitos. Ninguém me assiste mais. Alguns até me lêem. Mas, sabe, nunca mais tee graça aparecer na tevê. Como o presidene do meu fã-clube voou pra perto de Deus, decidi me aposentar. E agora, meio anônima por aí, procuro seus conselhos, seus remédios e sua aceitação. Ouvi o pio de um pássaro e tive certeza de que era você a me visitar, pra me trazer sua benção e seu amor, grande o bastante pra encher meu coração de coragem e afeto. Te amo, Ano Domini. Sempre... Até que o infinito se torne nosso universo outra vez.
sábado, 9 de agosto de 2008
Antropofagia
Ele me olhou na pista. Eu sustentei.
Uma requebrada. Um jogo de cintura.
Ele se aproximou. Sorri.
Me disse palavras confusas.
Com hálito quente, uma mistura de halls de limão e cerveja, tentava pronunciar algo que soasse inteligente.
Me puxou os cabelos. Me pegou pela cintura.
Me beijou com delicadeza.
Demoradamente...
A língua macia, timidamente exploradora, passeava na minha
Lábios, pescoço.
Me encostou na parede.
Dançamos colados, respirando ofegantes ao som de Iggy Pop
Forte, firme, rijo
Cheiro, pele macia, pêlos.
Inclinaca a cabeça deixando queixo e pescoço à mostra.
Vulnerável, a cada beijo, fechava os olhos.
Se contorcia, me afastava, olhava dentro de mim e recomeçava.
Ficamos nessa coreografia desensaiada longos minutos que pareceram dias
Perguntei seu nome.
Quis saber se podia morder meu pescoço.
Deveria... Ofereci
Me ofereceu o dele.
Puxei seus cabelos. Pediu mais.
Sentou no meu colo. Me beijou com tesão.
As unhas arranharam minhas costas no vestido nú.
Entramos no táxi. O deixei perto de casa e mais nada sei.
Conheço seu nome, seu cheiro, seu gosto, seu toque.
E a mim me basta.
domingo, 3 de agosto de 2008
O demônio e a esfinge
E lá fui eu. Vestida de diaba. Era, era sim. Vestido vermelho, ulradecote, saltos, chifres, chicote e maquiagem básica. Éramos três cramulhões, na realidade. Ainda tinha amiga zóio azul e amiga paulista. Era uma festa em alusão ao Dia das Bruxas. E vamocombiná que como a bruxa andava à solta (anda, melhor dizendo) todo cuidado era pouco para não se transformar efetivamene em uma. Chegamos animadas. Lugar começando a encher. Amo festa à fantasia. Pq posso ser quem quiser. E no meu figurino dominarix do inferno, tava adorando as cantadas. Quer dizr. Nem todas.
_ Dá aquela gargalhada que nem filme de terror?
(Oi???)
_ To de diaba. Não de bruxa.
_ Ah, mas vai, gargalha...
(Só se for da sua cara. Prego)
_ Vai ali no bar, vai. Na volta, eu gargalho...
Saí. Fui dar uma volta. Encontrei um barbudinho no bar interno. (Quem me conhece, sabe que tenho queda por aqueles manezinhos com cara de diretor de curta-metragem). Ok, o que vamos beber dessa vez??? O de sempre. Peço meu Red com gelo. O carinha vai de cerveja. Fudeu, cruzou os olhos. Com os da minha amiga zóio azul. Mas emendou um papinho comigo sobre algo corriqueiro, risadinha. (Sempre tenho uma tirada inteligente e ironica nessas horas e pareço o mais agradável possível. Nada de fazer a blasé). Mas o olho temia em outra direção. Como odeio disputas, disse que ia ali fora. Fiquei um tempo papeando com galerinha das antigas, bebendo, olhando os franks, os curupiras e os sacis... Voltei pra dançar. Encontro o barbudin. Zóio azul atracada com um lutador de jiujitsu-kung fu-kick boxer-van dame. Manezinho ali sozinho...
_ Ué, ainda tá aí?
_Tava te esperando. Vc não me chamou pra ir com vc então fiquei aqui.
(Até parece... Mas dei corda)
_ Ah é? E como sobreviveu à minha ausência.
_ Agarrado à lata de cerveja
(Gostei. Espirituoso)
_ Vou dançar...
_Pera aí. Vamos conversar um pouquinho (chegando perto, muito perto mesmo)
_ Hum, vamos lá: física quântica, Hugo Chavez ou Mulher melancia?
_ Você... (Hum, megaesperto e barato. Adoro!)
_ Eu? O que vc quer saber? Além do meu nome, talvez...
_ Do seu nome e ... do seu beijo. Sei que vc tá loka pra me beijar (ai, não resisto aos convencidos poi sempre me parecem seguros)
_ E vc queria beijar a zóio azul....
_ Admito, ela tem o olho lindo. Mas vc é divertida, charmosa, bonita e sexy. (Aí foi, né. Vou ficar fazendo a linha intocável pra que? De mais a mais sexy e charmosa são elogios dos quais me apeteço muito)
E foi bem bom. Barbudinho era surpreendenemente bom, embora um pouco afoito, metendo dentes e tals. Enfim, nos divertimos a beça. Até a hora em que vi um amigo de longuíssima data.
Abraços carinhosos, apertados, felicidade de encontro. Eis que barbudinho me segura pela cintura, como se fosse namorado, franze a testa e amarra a cara. Amigo que saca climão, cai fora.
_ Vc tava dando mole pra esse cara na minha frente?
(Oooooi???)
_ Não que precise, mas ele é meu amigo de zentos anos...
_ Eu vi como ele olhou pra vc...
(Ai saco! DR com pseudopeguete???????????)
_Ai barbudinho adoro essa música. Vem...
Saio puxando barbudinho pista adentro. Ele ameaça querer continuar o descabível. Mas o beijo. Ameaça falar. Beijo. Dançamos, fizemos planos de uma noite, aquela coisa básica de gostosa e gostoso e me deu vontade de fazer xixi.
_ Barbudin vou ao banheiro, vc pega uma bebida pra gte?
_ Não, vou com vc...
E sai me puxando pela mão como se fosse meu marido há 30 anos. Monta guarda na porta do banheiro e eu quase penso em pular a janela. Como é alto demais e o barbudin até beija bem, saio pela porta mesmo.
_ Vc queria vir sozinha pq ia se encontrar com aquele cara, né? (o amigo tava na sala ao lado)
_ Quem?
_ Não se faz de desentendida não...
(Ah agora me emputeci)
_ Olha aqui, barbudin, vc tem o que, uns 37 anos? Já foi corneado qtas vezes? Cara, se toca. Se precisasse dar um perdido em alguém, nem ficaria com vc. Tava até gostando e tals, mas agora deu, já foi, não quero perder minha noite num blablabla idiota com alguém que não é e nem será nada meu...
_ Mas eu... Pera, é que... Poxa, a gte tem... Rolou uma conexão... Pensei em levar vc na minha casa amanhã, e a gte ir ao cinema, e namorar, sei lá....
(Ppsycho)
_ Não, isso é letra de música barbudin. Eu só tava afim de curtir minha festa à fantasia, não costumo sai de chifres sempre, sabe? E claro, viro o demônio às vzs, mas hj era pra ser de uma forma mais lúdica, sacô. Só que vc deve ser o porteiro chefe do inferno. Misquece!
E lá fui eu, sozinha, prapista com meu copo, meus chifres e meu chicote, dançar até de manhã. Pq de boas intenções o inferno tá cheio...
_ Dá aquela gargalhada que nem filme de terror?
(Oi???)
_ To de diaba. Não de bruxa.
_ Ah, mas vai, gargalha...
(Só se for da sua cara. Prego)
_ Vai ali no bar, vai. Na volta, eu gargalho...
Saí. Fui dar uma volta. Encontrei um barbudinho no bar interno. (Quem me conhece, sabe que tenho queda por aqueles manezinhos com cara de diretor de curta-metragem). Ok, o que vamos beber dessa vez??? O de sempre. Peço meu Red com gelo. O carinha vai de cerveja. Fudeu, cruzou os olhos. Com os da minha amiga zóio azul. Mas emendou um papinho comigo sobre algo corriqueiro, risadinha. (Sempre tenho uma tirada inteligente e ironica nessas horas e pareço o mais agradável possível. Nada de fazer a blasé). Mas o olho temia em outra direção. Como odeio disputas, disse que ia ali fora. Fiquei um tempo papeando com galerinha das antigas, bebendo, olhando os franks, os curupiras e os sacis... Voltei pra dançar. Encontro o barbudin. Zóio azul atracada com um lutador de jiujitsu-kung fu-kick boxer-van dame. Manezinho ali sozinho...
_ Ué, ainda tá aí?
_Tava te esperando. Vc não me chamou pra ir com vc então fiquei aqui.
(Até parece... Mas dei corda)
_ Ah é? E como sobreviveu à minha ausência.
_ Agarrado à lata de cerveja
(Gostei. Espirituoso)
_ Vou dançar...
_Pera aí. Vamos conversar um pouquinho (chegando perto, muito perto mesmo)
_ Hum, vamos lá: física quântica, Hugo Chavez ou Mulher melancia?
_ Você... (Hum, megaesperto e barato. Adoro!)
_ Eu? O que vc quer saber? Além do meu nome, talvez...
_ Do seu nome e ... do seu beijo. Sei que vc tá loka pra me beijar (ai, não resisto aos convencidos poi sempre me parecem seguros)
_ E vc queria beijar a zóio azul....
_ Admito, ela tem o olho lindo. Mas vc é divertida, charmosa, bonita e sexy. (Aí foi, né. Vou ficar fazendo a linha intocável pra que? De mais a mais sexy e charmosa são elogios dos quais me apeteço muito)
E foi bem bom. Barbudinho era surpreendenemente bom, embora um pouco afoito, metendo dentes e tals. Enfim, nos divertimos a beça. Até a hora em que vi um amigo de longuíssima data.
Abraços carinhosos, apertados, felicidade de encontro. Eis que barbudinho me segura pela cintura, como se fosse namorado, franze a testa e amarra a cara. Amigo que saca climão, cai fora.
_ Vc tava dando mole pra esse cara na minha frente?
(Oooooi???)
_ Não que precise, mas ele é meu amigo de zentos anos...
_ Eu vi como ele olhou pra vc...
(Ai saco! DR com pseudopeguete???????????)
_Ai barbudinho adoro essa música. Vem...
Saio puxando barbudinho pista adentro. Ele ameaça querer continuar o descabível. Mas o beijo. Ameaça falar. Beijo. Dançamos, fizemos planos de uma noite, aquela coisa básica de gostosa e gostoso e me deu vontade de fazer xixi.
_ Barbudin vou ao banheiro, vc pega uma bebida pra gte?
_ Não, vou com vc...
E sai me puxando pela mão como se fosse meu marido há 30 anos. Monta guarda na porta do banheiro e eu quase penso em pular a janela. Como é alto demais e o barbudin até beija bem, saio pela porta mesmo.
_ Vc queria vir sozinha pq ia se encontrar com aquele cara, né? (o amigo tava na sala ao lado)
_ Quem?
_ Não se faz de desentendida não...
(Ah agora me emputeci)
_ Olha aqui, barbudin, vc tem o que, uns 37 anos? Já foi corneado qtas vezes? Cara, se toca. Se precisasse dar um perdido em alguém, nem ficaria com vc. Tava até gostando e tals, mas agora deu, já foi, não quero perder minha noite num blablabla idiota com alguém que não é e nem será nada meu...
_ Mas eu... Pera, é que... Poxa, a gte tem... Rolou uma conexão... Pensei em levar vc na minha casa amanhã, e a gte ir ao cinema, e namorar, sei lá....
(Ppsycho)
_ Não, isso é letra de música barbudin. Eu só tava afim de curtir minha festa à fantasia, não costumo sai de chifres sempre, sabe? E claro, viro o demônio às vzs, mas hj era pra ser de uma forma mais lúdica, sacô. Só que vc deve ser o porteiro chefe do inferno. Misquece!
E lá fui eu, sozinha, prapista com meu copo, meus chifres e meu chicote, dançar até de manhã. Pq de boas intenções o inferno tá cheio...
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Foi bom pra você?
Então tá.
Se já não bastasse o Dia dos Namorados temos agora o Dia do Orgasmo. E bem no dia 31 de julho. Aos 47 do segundo tempo, que é pra dar tempo do tempo conspirar a nosso favor e, quem sabe (acho muito improvável, mas...) ter um orgasmo.
Oooi????
Quem diabos inventou isso????
Apelei. Pro Google nosso de cada dia. Pro Wikipédia.
Bom, de cara descubro que a parada é mundial. Ou seja, no Srilanka vão comemorar. Entre vacas sagradas, templos e gente que pratica o kama sutra sem querer trocar a cor do teto.
A data foi criada há quatro anos por sex shops inglesas. An-hã. Sim, temos mais uma data comercial. Que me desculpem os religiosos, mas foi o mesmo que criar aqui no balneário o Dia de São Jorge. Já viu como o santo agora é pop???? Tem fitinha, camiseta, bandeirinha, medalhinha, bolsinha, calcinha. Ooops! Calcinha de santo. O santo guerreiro... Hum, se bem que tem a ver. Pode até existir correlação. Afinal, o cara matou um dragão pra entrar na lua. Deve ser o mesmo que encontrar o Ponto G!
As tais lojas decidiram criar o dia ao realizarem uma pesquisa e constatarem que 80% das inglesas jamais tinham chegado a um orgasmo.
Comassim????????? E precisava de pesquisa?????
Um amigo, paulista, gte boa apesar disso (uhauha. Não me joguem pedra e entendam a ironia) morou em Londres durante um ano militando em subempregos. Nunca comeu tanta mulher na vida dele:
_ Ora, meu, trepei muito cas inglesa... E, meu, pensa que tem frescura? Nada. As mina já chegamcheganu. Tem essa de beijin na boca não, mano. É só parti potel (tecla sap: PartiR para o Hotel). Tem essa miserin de ficá paganu janta não. É encostá na mina e pápum (tecla sap: sem jogaR a conveRsinha mole).
A vida sexual do meu brother melhorou muito. E provavelmente a das inglesas ié ié ié, também. (Apesar de que nunca vi o mano em ação).
Pensando na infelicidade geral da nação de Queen Elizabeth, a associação comercial de estabelecimentos comerciais de produtos eróticos/recreativos decidiu promulgar a data e conseguiu adeptos em outros continentes. Nenhuma pesquisa pós-data criada foi feita pra saber a qtas anda o orgasmo interplanetário. Mas a se julgar pelo número de vibradores disponíveis em qualquer lôjinha do esquina, neguinho deve estar gozando horroreeeees. Ou pelo menos não precisando necessariamente de um outro ser do sexo oposto, ou não, entre quatro paredes, matinho, capô de fusca. Fiquei pensando, porém, na mulher que jamais soube o que é ter orgasmos. Que nem sabe soletrar a palavra oriunda do ...
Uórever.
Por definição, orgasmo é conclusão da fase do platô (Oi?) do ciclo de respostas sexuais. Pode ser experimentado por ambos os zéquiçus, dura apenas breves segundos (hum, é) e é sentido durante o ato sexual (nem sempre) ou a masturbação (S-e-m-p-r-e) causando uma intensa excitação das zonas erógenas genitais (calor na bacurinha). O orgasmo pode ser detectado com a ejaculação (eles tb fingem heim, minha gente!) na maioria das espécies de mamíferos masculinos (Achou o que, que macacos só mordessem?). O orgasmo é caracterizado por intenso prazer físico, controlado pelo sistema nervoso autônomo (ou seja, a parte do cérebro que não quer pintar o teto de azul) acompanhado por ciclos de rápidas contrações musculares nos músculos pélvicos (já nos primeiros gemidos) inferiores, frequentemente associados a outras ações involuntárias, como espasmos musculares em outras partes do corpo, um sensação geral de euforia e, com freqüência, vocalizações (Oh Yes, oh yes, isso, aí Ai Ahhhhhhhhhhhhh Uhhhhhhhhhhhhh Wowwwwwwwwwwwwww. Putaquiopariu!). A ausência do orgasmo de forma continua é considerado uma doença denominada de Anorgasmia. (É fia, tá lascada se tiver isso).
Enfim, assim parece simples. Tipo Sally comendo a salada no restaurante (Harry e Sally feitos um para o outro). Mas nem sempre é. Não mesmo. E não adianta ler na Nova todo mês aquelas dicas do manual lacrado do zéquiçu. Ninguém se transforma numa deusa dominatrix com o corpo besuntado de óleo numa virada de página. Tb não sei o que se deve fazer. Mas fingir é ruim demais.
É, já... Já sim, pq? Quantas vezes??? Ah sei lá. Algumas. Pra acabar rápido, sabe? Tem hora que é um saco ficar ali trocando de posição, jogando perna pra um lado, tendo que prestar atenção ao outro... É, desculpa dizer, mas nem todas foram boas. Enganei direitinho? Ah, td mundo engana...
Aposto meus belos fios louros hidratados com Kerastase que vai ter muita mulher desesperada atrás do primeiro fio dental que vir pela frente pra garantir a sodomia na próxima quinta. E quem não tem um parceiro fixo, vai tratar de arrumar um macho delivery pra não passar a data em branco.
Eu já decidi. Meu Dia do Orgasmo será comemorado numa pista de dança com meus amigos pra ter intenso prazer físico, bebendo um uísque que deixará o lado autônomo do sistema nervoso sem critério suficiente pra tomar decisões rápidas, os músculos pélvicos não vão estar pulsando em nenhuma direção que não seja a do banheiro mais próximo, espero não ter nenhum tipo de espasmo na manhã seguinte, e nem acordar com um desconhecido que me faça emitir vocalizações e tampouco levá-lo para a minha cama em estado de euforia. E que a data passe em breves segundos para não ter que me lembrar qual foi o último orgasmo que tive.
* Tá. Não faz tanto tempo assim...
Um pouco de fuck music pra celebrar!
Se já não bastasse o Dia dos Namorados temos agora o Dia do Orgasmo. E bem no dia 31 de julho. Aos 47 do segundo tempo, que é pra dar tempo do tempo conspirar a nosso favor e, quem sabe (acho muito improvável, mas...) ter um orgasmo.
Oooi????
Quem diabos inventou isso????
Apelei. Pro Google nosso de cada dia. Pro Wikipédia.
Bom, de cara descubro que a parada é mundial. Ou seja, no Srilanka vão comemorar. Entre vacas sagradas, templos e gente que pratica o kama sutra sem querer trocar a cor do teto.
A data foi criada há quatro anos por sex shops inglesas. An-hã. Sim, temos mais uma data comercial. Que me desculpem os religiosos, mas foi o mesmo que criar aqui no balneário o Dia de São Jorge. Já viu como o santo agora é pop???? Tem fitinha, camiseta, bandeirinha, medalhinha, bolsinha, calcinha. Ooops! Calcinha de santo. O santo guerreiro... Hum, se bem que tem a ver. Pode até existir correlação. Afinal, o cara matou um dragão pra entrar na lua. Deve ser o mesmo que encontrar o Ponto G!
As tais lojas decidiram criar o dia ao realizarem uma pesquisa e constatarem que 80% das inglesas jamais tinham chegado a um orgasmo.
Comassim????????? E precisava de pesquisa?????
Um amigo, paulista, gte boa apesar disso (uhauha. Não me joguem pedra e entendam a ironia) morou em Londres durante um ano militando em subempregos. Nunca comeu tanta mulher na vida dele:
_ Ora, meu, trepei muito cas inglesa... E, meu, pensa que tem frescura? Nada. As mina já chegamcheganu. Tem essa de beijin na boca não, mano. É só parti potel (tecla sap: PartiR para o Hotel). Tem essa miserin de ficá paganu janta não. É encostá na mina e pápum (tecla sap: sem jogaR a conveRsinha mole).
A vida sexual do meu brother melhorou muito. E provavelmente a das inglesas ié ié ié, também. (Apesar de que nunca vi o mano em ação).
Pensando na infelicidade geral da nação de Queen Elizabeth, a associação comercial de estabelecimentos comerciais de produtos eróticos/recreativos decidiu promulgar a data e conseguiu adeptos em outros continentes. Nenhuma pesquisa pós-data criada foi feita pra saber a qtas anda o orgasmo interplanetário. Mas a se julgar pelo número de vibradores disponíveis em qualquer lôjinha do esquina, neguinho deve estar gozando horroreeeees. Ou pelo menos não precisando necessariamente de um outro ser do sexo oposto, ou não, entre quatro paredes, matinho, capô de fusca. Fiquei pensando, porém, na mulher que jamais soube o que é ter orgasmos. Que nem sabe soletrar a palavra oriunda do ...
Uórever.
Por definição, orgasmo é conclusão da fase do platô (Oi?) do ciclo de respostas sexuais. Pode ser experimentado por ambos os zéquiçus, dura apenas breves segundos (hum, é) e é sentido durante o ato sexual (nem sempre) ou a masturbação (S-e-m-p-r-e) causando uma intensa excitação das zonas erógenas genitais (calor na bacurinha). O orgasmo pode ser detectado com a ejaculação (eles tb fingem heim, minha gente!) na maioria das espécies de mamíferos masculinos (Achou o que, que macacos só mordessem?). O orgasmo é caracterizado por intenso prazer físico, controlado pelo sistema nervoso autônomo (ou seja, a parte do cérebro que não quer pintar o teto de azul) acompanhado por ciclos de rápidas contrações musculares nos músculos pélvicos (já nos primeiros gemidos) inferiores, frequentemente associados a outras ações involuntárias, como espasmos musculares em outras partes do corpo, um sensação geral de euforia e, com freqüência, vocalizações (Oh Yes, oh yes, isso, aí Ai Ahhhhhhhhhhhhh Uhhhhhhhhhhhhh Wowwwwwwwwwwwwww. Putaquiopariu!). A ausência do orgasmo de forma continua é considerado uma doença denominada de Anorgasmia. (É fia, tá lascada se tiver isso).
Enfim, assim parece simples. Tipo Sally comendo a salada no restaurante (Harry e Sally feitos um para o outro). Mas nem sempre é. Não mesmo. E não adianta ler na Nova todo mês aquelas dicas do manual lacrado do zéquiçu. Ninguém se transforma numa deusa dominatrix com o corpo besuntado de óleo numa virada de página. Tb não sei o que se deve fazer. Mas fingir é ruim demais.
É, já... Já sim, pq? Quantas vezes??? Ah sei lá. Algumas. Pra acabar rápido, sabe? Tem hora que é um saco ficar ali trocando de posição, jogando perna pra um lado, tendo que prestar atenção ao outro... É, desculpa dizer, mas nem todas foram boas. Enganei direitinho? Ah, td mundo engana...
Aposto meus belos fios louros hidratados com Kerastase que vai ter muita mulher desesperada atrás do primeiro fio dental que vir pela frente pra garantir a sodomia na próxima quinta. E quem não tem um parceiro fixo, vai tratar de arrumar um macho delivery pra não passar a data em branco.
Eu já decidi. Meu Dia do Orgasmo será comemorado numa pista de dança com meus amigos pra ter intenso prazer físico, bebendo um uísque que deixará o lado autônomo do sistema nervoso sem critério suficiente pra tomar decisões rápidas, os músculos pélvicos não vão estar pulsando em nenhuma direção que não seja a do banheiro mais próximo, espero não ter nenhum tipo de espasmo na manhã seguinte, e nem acordar com um desconhecido que me faça emitir vocalizações e tampouco levá-lo para a minha cama em estado de euforia. E que a data passe em breves segundos para não ter que me lembrar qual foi o último orgasmo que tive.
* Tá. Não faz tanto tempo assim...
Um pouco de fuck music pra celebrar!
domingo, 20 de julho de 2008
Foice
Descortinou
Acabou
Uma poeira apenas
E bastaram dois minutos pra você não existir mais
Foi só enxergá-lo como é de verdade
Tirei o véu que coloquei pra que ficasse mais interessante
E aos meus olhos apareceu
Patético
Desmoronando
Envolto em enredos
Sempre à procura de torpor
O leve torpor dos outros
Buscando características que não são suas
O alheio que o promove
Foi-se
Em mim, foice
Estou de volta
Ao meu redor, só eu
Não mais você
Não mais em mim
Chegou
Findou
Deu
Demorô
Aproveite o que restou de você por aí
Não mais aqui...
Uau!
Vida nova, finalmente
O daqui pra frente
Acabou
Uma poeira apenas
E bastaram dois minutos pra você não existir mais
Foi só enxergá-lo como é de verdade
Tirei o véu que coloquei pra que ficasse mais interessante
E aos meus olhos apareceu
Patético
Desmoronando
Envolto em enredos
Sempre à procura de torpor
O leve torpor dos outros
Buscando características que não são suas
O alheio que o promove
Foi-se
Em mim, foice
Estou de volta
Ao meu redor, só eu
Não mais você
Não mais em mim
Chegou
Findou
Deu
Demorô
Aproveite o que restou de você por aí
Não mais aqui...
Uau!
Vida nova, finalmente
O daqui pra frente
Contra a corrente
"Palavras desaparecem
Palavras que já foram tão claras
Apenas ecos passando pela noite"
Sabe aquela máxima de que pra estar vivo é necessário plantar um livro, escrever um filho e ter uma árvore??
Ah, tá. O contrário, UÓrever...
A questão é que as cobranças para que o ser humano dê certo são sempre superlativas. Existe àquele todo com seus códigos e convenções. Pra que vc seja aceito pelos membros do clube não pode ter nenhuma bola preta na caçapa. Se você foge às regras muito provavelmente tem sobre si um certo olhar de reprovação. Ou de pena, o que é bem pior.
Nunca quis gerar um filho.
Algo que talvez tenha ficado mal resolvido lá atrás na infância e que em algum breve tempo de terapia não submergiu. Em grande parte das vezes sou vista como uma aberração por acreditar que exista vida possível além da maternidade. Mães me cercam contando das fraldas cheias de cocô amarelinho, verdinho, durinho, molinho. Do catarro que ficou verde, amarelo, branco. de quantas vezes o pimpolho acordou no meio da madrugada. Do preço da fralda, do leite, da chupeta.
Sinceramente, não tenho o menor talento pra isso.
Em contrapartida, sou a tia mais incrível que já conheci.
Não faço a linha tatibitai, sou permissiva, conto história, entro no mundo da fantasia dos pequeninos e já me transformei em super-heroína pro meu sobrinho: a super-tiacalina!
Meu amor por ele é incondicional. Saltaria de um abismo para salvá-lo de qq desventura. Daria meu braço se preciso fosse. Adoro dormir agarrada a ele, quando estou meio pra baixo (é, acontece), me esparramo em seu colo e a seu lado e to pronta pra outra. Esse querer bem, esse gostar é tão mão dupla e tão franco. E o melhor, não tenho responsabilidade em educá-lo, ou criá-lo. Mas apenas em amá-lo.
Alguns podem acreditar que isso é correr do pau. Uma fuga do mundo adulto. Afinal, o que seríamos se não fossemos meros procriadores.
Seríamos felizes.
Cada qual a sua maneira. Sem a necessidade de ser o que não podemos ser ou não queremos ser.
Vi um filme esta semana que me remeteu a essa reflexão. Em Flores partidas", o genial Bill Murray é Don, um cinquentão que passou por inúmeros relacionamentos sem se envolver de verdade em qualquer um deles. Logo no início da história, Don leva o trocentésimo pé na bunda (na verdade articulado insconscientemente por ele próprio) e recebe uma carta sem remetente, sem endereço dizendo que ele tem um filho de 19 anos. Don não parece abalado com a nova realidade e conta ao amigo Winston (casado e pai de cinco filhos) a tal novidade como se diussesse que o leite aumentou mais uma vez. Com mania de Sherlok Holmes, Winston faz um CSI na vida das namoradas de Don há 20 anos e faz com que o amigo, sempre meio letárgico, embarque numa viagem ao seu passado. Não vou contar aqui o fim ou os desdobramentos, mas quem viu sabe que Don passou a ter uma perspectiva de vida que não era a que ele queria, mas passa a acreditar que encontrar um filho é legal. E me pus a pensar em quantos de nós não faz o mesmo, seja em relação a filhos, árvores, livros e relacionamentos. Nem sempre vc quer seguir a trilha lógica, mas acaba percorrendo caminhos que justificam sua existência diante de costumes e pré-conceitos.
Palavras que já foram tão claras
Apenas ecos passando pela noite"
Sabe aquela máxima de que pra estar vivo é necessário plantar um livro, escrever um filho e ter uma árvore??
Ah, tá. O contrário, UÓrever...
A questão é que as cobranças para que o ser humano dê certo são sempre superlativas. Existe àquele todo com seus códigos e convenções. Pra que vc seja aceito pelos membros do clube não pode ter nenhuma bola preta na caçapa. Se você foge às regras muito provavelmente tem sobre si um certo olhar de reprovação. Ou de pena, o que é bem pior.
Nunca quis gerar um filho.
Algo que talvez tenha ficado mal resolvido lá atrás na infância e que em algum breve tempo de terapia não submergiu. Em grande parte das vezes sou vista como uma aberração por acreditar que exista vida possível além da maternidade. Mães me cercam contando das fraldas cheias de cocô amarelinho, verdinho, durinho, molinho. Do catarro que ficou verde, amarelo, branco. de quantas vezes o pimpolho acordou no meio da madrugada. Do preço da fralda, do leite, da chupeta.
Sinceramente, não tenho o menor talento pra isso.
Em contrapartida, sou a tia mais incrível que já conheci.
Não faço a linha tatibitai, sou permissiva, conto história, entro no mundo da fantasia dos pequeninos e já me transformei em super-heroína pro meu sobrinho: a super-tiacalina!
Meu amor por ele é incondicional. Saltaria de um abismo para salvá-lo de qq desventura. Daria meu braço se preciso fosse. Adoro dormir agarrada a ele, quando estou meio pra baixo (é, acontece), me esparramo em seu colo e a seu lado e to pronta pra outra. Esse querer bem, esse gostar é tão mão dupla e tão franco. E o melhor, não tenho responsabilidade em educá-lo, ou criá-lo. Mas apenas em amá-lo.
Alguns podem acreditar que isso é correr do pau. Uma fuga do mundo adulto. Afinal, o que seríamos se não fossemos meros procriadores.
Seríamos felizes.
Cada qual a sua maneira. Sem a necessidade de ser o que não podemos ser ou não queremos ser.
Vi um filme esta semana que me remeteu a essa reflexão. Em Flores partidas", o genial Bill Murray é Don, um cinquentão que passou por inúmeros relacionamentos sem se envolver de verdade em qualquer um deles. Logo no início da história, Don leva o trocentésimo pé na bunda (na verdade articulado insconscientemente por ele próprio) e recebe uma carta sem remetente, sem endereço dizendo que ele tem um filho de 19 anos. Don não parece abalado com a nova realidade e conta ao amigo Winston (casado e pai de cinco filhos) a tal novidade como se diussesse que o leite aumentou mais uma vez. Com mania de Sherlok Holmes, Winston faz um CSI na vida das namoradas de Don há 20 anos e faz com que o amigo, sempre meio letárgico, embarque numa viagem ao seu passado. Não vou contar aqui o fim ou os desdobramentos, mas quem viu sabe que Don passou a ter uma perspectiva de vida que não era a que ele queria, mas passa a acreditar que encontrar um filho é legal. E me pus a pensar em quantos de nós não faz o mesmo, seja em relação a filhos, árvores, livros e relacionamentos. Nem sempre vc quer seguir a trilha lógica, mas acaba percorrendo caminhos que justificam sua existência diante de costumes e pré-conceitos.
"Eu tento ver além do disfarce
Mas as nuvens estavam lá
Cobrindo o sol "
Quem somos se não plantarmos um filho, escrevermos uma árvore ou tivermos um livro?
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