SuuupeRRRRRRRRR (no paulistês) na boa, não sabia que tinha tanto flamenguista no Equador. Impressionante. Meu LDU pros cachorros se 90% daquela torcida sabia algo mais daquele país que não fosse a história da linha. pau no LDU dos outros é refresco.
Não sou tricolor, não senhor! Mas sou carioca e brasileira e nunca na vida torceria por outra nação que não fosse a minha. Ok, já torci pro Camarões. Mas eles não jogavam contra brazookas. K-gay pra futebol, K-gay pro Renato Gaúcho. Mas sinto nojo de gte recalcada tal qual a gentalha que assistiu ao jogo ontem ao meu redor.
Na mesa ao lado a mocinha de cabelo ensebadinho e namorado a tiracolo e mais sete jagunços gritava "Meeeeeeengo Meeeeeengo". Se k-gay pro Renato Gaúcho, que ainda dá um excelente chimarrão, o que dizer dessa gte fanática por Obina. Tomá no LDU.
Deve realmente ser triste não ter um time pra torcer pq ele se fudeu lá nos primeiros jogos. Mas pior ainda é vc ser feia e ter cabelo ruim e voz estridente. A mocinha atrás de mim mais parecia a zagueira do 15 de Piracicaba. Histérica, bêbada ruim pra caraleous e com minimolinhas na cabeça num rabo esticado. E toda hora ela berrava, e sacudia minha cerveja e dava porrada na mesa e batia o pé no chão. Que vontade de enfiar uma garrafa no LDU dela.
Fluminense lá quase ganhando e a quenga não parava e ainda se mostrava ínima da seleção equatoriana gritando o nome daquele afro-descendente, Guéron, é isso? K-gay pra ele tb.
A questão desse post é simples: tonemaí se o time perdeu ou ganhou. O que me revolta é neguinho prder a compostura e invadir o espaço dos outros e baer no peito pra cantar vitória. E qdo isso é feito por uma mulher tenho mais vergonha ainda de usar saias. Mulher é um bicho realmene muio escroto. Meu LDU pra geral se a mosntrenga do cabelo ruim tava fazendo aquilo por amor ao time. Tava cheio de macho no recinto. E aposto meu lindo e macio pescocinho se a infeliz não dava das suas pra ter seus 15 minutos de fama.
Vai fazer a marroquina, vai jagunça!
Desabaphay!
"O senhor poderia me dizer qual caminho devo tomar para sair daqui? Para onde você quer ir?, respondeu o Gato. Não me importo muito para onde..., retrucou Alice. Então não importa o caminho que você escolha... "Mas eu não quero ficar entre gente maluca, Alice retrucou. Oh, você não tem saída, disse o Gato, Eu sou louco. Você é louca. Como você sabe que eu sou louca?, perguntou Alice. Você deve ser,ou então não teria vindo para cá." Entendeu ou quer que eu desenhe? Miau...
quinta-feira, 3 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Das coisas que vou levar comigo
Plagiei lá "dus culega equilibradô" e decidi fazer uma listinha (acho que não será tão pequena assim) sobre coisas que valem a pena na vida. Então, as primeiras coisas que me vêm à cabeça são:
- Dormir, acordar, brincar e fazer qq coisa com o Felipe (meu sobrinho lindo de cinco anos)
- Dormir de conchinha com quem amo
- Dormir esparramada na cama de casal sem ninguém pra amar
- Pizza fria, meio emborrachada, com café bem preto
- Coca cola light
- Bis branco
- Rúcula (é, gosto a beça)
- Gershwin pra sonhar
- Debussy pra chorar
- White Stripes pra pirar
- Beatles pra lembrar forever and ever
- Paulinho da Viola pra cantar
- Chico Buarque pra inspirar
- Rock rock rock pra dançar até de manhã
- Um pouco mais de rock pra embalar a ressaca
- Mesa de bar fuleiro com amigos reunidos.
- Meus grandes, muitos e sinceros amigos homens
- Meus grandes, muito pácaraleous e mordazes amigos gays
- Minhas grandes, poucas e sinceras amigas mulheres
- Meus lenços e cachecóis de todas as cores
- Flores de couro
- Meu sofá verde e quentinho
- Meu micro velhinho
- Minha coleção de sapatos
- "Bonequinha de Luxo" pra suspirar
- "Nosso amor de ontem" pra cortar os pulsos de vez
- "O poderoso chefão" pra babar
- "Pulp Fiction" pra ser politicamente incorreto
-"Closer" de empos em tempos pra reciclar
- "Eternal Sunshine" pra lembrar de como sou Clementine
- Todos, absolutamente, todos os filmes de Woody Allen pra ser mais sarástica e inteligente
- "Alta Fidelidade" pq sou apaixonada por John Cusak e vou casar com ele um dia
- " A cor púrpura" pra não esquecer da infância
- O Rio de Janeiro, sempre!
- Praia quase sempre
- Chope sempre sempre sempre
- Sexo bom a toda hora
- Sexo sequencial
- Sexo casual
- Sexo animal
- Sexo verbal
- Clarice Lispector pra fazer-me mulherzinha
- Oscar Wilde para fazer-me irônica
- García Marquez pra fazer-me louca
- Lewis Caroll para fazer-me Alice
- Livros, muuuuuitos, para fazer-me respirar
- Viajar o mundo (um dia, quem sabe)
- Cinema vazio
- Cinema sozinha
- Ficar sozinha
- Ficar rodeada
- Ficar
- Beijo na boca
- Ver a Vitória crescer
- Dormir, acordar, brincar e fazer qq coisa com o Felipe (meu sobrinho lindo de cinco anos)
- Dormir de conchinha com quem amo
- Dormir esparramada na cama de casal sem ninguém pra amar
- Pizza fria, meio emborrachada, com café bem preto
- Coca cola light
- Bis branco
- Rúcula (é, gosto a beça)
- Gershwin pra sonhar
- Debussy pra chorar
- White Stripes pra pirar
- Beatles pra lembrar forever and ever
- Paulinho da Viola pra cantar
- Chico Buarque pra inspirar
- Rock rock rock pra dançar até de manhã
- Um pouco mais de rock pra embalar a ressaca
- Mesa de bar fuleiro com amigos reunidos.
- Meus grandes, muitos e sinceros amigos homens
- Meus grandes, muito pácaraleous e mordazes amigos gays
- Minhas grandes, poucas e sinceras amigas mulheres
- Meus lenços e cachecóis de todas as cores
- Flores de couro
- Meu sofá verde e quentinho
- Meu micro velhinho
- Minha coleção de sapatos
- "Bonequinha de Luxo" pra suspirar
- "Nosso amor de ontem" pra cortar os pulsos de vez
- "O poderoso chefão" pra babar
- "Pulp Fiction" pra ser politicamente incorreto
-"Closer" de empos em tempos pra reciclar
- "Eternal Sunshine" pra lembrar de como sou Clementine
- Todos, absolutamente, todos os filmes de Woody Allen pra ser mais sarástica e inteligente
- "Alta Fidelidade" pq sou apaixonada por John Cusak e vou casar com ele um dia
- " A cor púrpura" pra não esquecer da infância
- O Rio de Janeiro, sempre!
- Praia quase sempre
- Chope sempre sempre sempre
- Sexo bom a toda hora
- Sexo sequencial
- Sexo casual
- Sexo animal
- Sexo verbal
- Clarice Lispector pra fazer-me mulherzinha
- Oscar Wilde para fazer-me irônica
- García Marquez pra fazer-me louca
- Lewis Caroll para fazer-me Alice
- Livros, muuuuuitos, para fazer-me respirar
- Viajar o mundo (um dia, quem sabe)
- Cinema vazio
- Cinema sozinha
- Ficar sozinha
- Ficar rodeada
- Ficar
- Beijo na boca
- Ver a Vitória crescer
E no banheiro feminino...
Pra começar, um sonnnzinnn que gosto muito e, certamente, tem um pouco a ver com o que vou narrar a seguir .
Uma das coisas que não entendo no vasto e inconstante universo feminino é a necessidade de se ir ao banheiro com uma amiga ou pseudo-colega-de-mesa-de-bar. Mas td bem, não sou como as outras. Nem quando tinha a lôra do banheiro compreendia esse comportamento. Sempre achei um saco ir acompanhada ao sanitário, toilete, casinha, UÓrever. Mas vos digo, ala masculina, o primeiro impulso que nos leva até o reservado é mesmo o xixi. Depois, claro, um retoquezinho no gloss, aquela ajeitada no cabelo e no decote, ora sim. Mas qdo estamos acompanhadas (sim, tem sempre a amiga que diz vou também sem que vc faça a menor questão) é mesmo para falar de vcs, ou mal de alguém que está no mesmo grupo. Se bem que para isso foi inventado o essemeesse...
Naquele templo tão ordinário quanto o de vcs (Não pensem que existe nos banheiros femininos uma espécie de sucursal da Elizabeth Arden. Não mesmo. Mulheres podem ser tão porcas quanto seus opostos e sim, mijam na tábua. Malditas!) dizemos pra companheira o quanto o jagunço beija bem, ou não, como foi a última trepada e no caso das acompanhadas, como o carinha da outra mesa é gostooooso. Ou seja, tão sórdidas quanto. Só não ficamos ali paradas, tirando a água do joelho como vcs, que por ironia do destino e para minha completa inveja e recalque fazem xixi em pé. Xixi não. Vcs mijam. Nós também. Mas não manjamos a anatomia do colega ao lado. Eu sei que vcs fazem. nem que seja inconscientemente. O pior pesadelo de um homem não é broxar. E sim ter o pau menor que o do outro. Mas isso é assunto pra um próximo post...
Fato é que, às vzs se demora horas lá dentro pq na fila as mocinhas estão fofocando sobre tudo, absolutamente. E depois entravam o local minúsculo com seus saltos e em frente ao espelho fazem caras e bocas e tratam de conferir se há algum fio solto em sua escova progressiva. Agora, desconfiem se a mocinha levar o celular. Vai dar-lhes um perdido. Com sorte, na volta rola uns beijos, mas se o telefone tocar, pode estar certo que outro vai finalizar a noite começada com vcs. Já fiz isso. Confesso. Também já voltei do banheiro, sozinha, e encontrei uma fêmea-de-vida-social-agitada sentada ao lado do pseudo-macho-freela quase botando os peitos na cara dele.
Portanto, fim do mistério. Num banheiro feminino as mulheres podem ser tão canastronas qto a gde maioria dos machos-beta de plantones. Até cospem no chão e coçam o saco.
Uma das coisas que não entendo no vasto e inconstante universo feminino é a necessidade de se ir ao banheiro com uma amiga ou pseudo-colega-de-mesa-de-bar. Mas td bem, não sou como as outras. Nem quando tinha a lôra do banheiro compreendia esse comportamento. Sempre achei um saco ir acompanhada ao sanitário, toilete, casinha, UÓrever. Mas vos digo, ala masculina, o primeiro impulso que nos leva até o reservado é mesmo o xixi. Depois, claro, um retoquezinho no gloss, aquela ajeitada no cabelo e no decote, ora sim. Mas qdo estamos acompanhadas (sim, tem sempre a amiga que diz vou também sem que vc faça a menor questão) é mesmo para falar de vcs, ou mal de alguém que está no mesmo grupo. Se bem que para isso foi inventado o essemeesse...
Naquele templo tão ordinário quanto o de vcs (Não pensem que existe nos banheiros femininos uma espécie de sucursal da Elizabeth Arden. Não mesmo. Mulheres podem ser tão porcas quanto seus opostos e sim, mijam na tábua. Malditas!) dizemos pra companheira o quanto o jagunço beija bem, ou não, como foi a última trepada e no caso das acompanhadas, como o carinha da outra mesa é gostooooso. Ou seja, tão sórdidas quanto. Só não ficamos ali paradas, tirando a água do joelho como vcs, que por ironia do destino e para minha completa inveja e recalque fazem xixi em pé. Xixi não. Vcs mijam. Nós também. Mas não manjamos a anatomia do colega ao lado. Eu sei que vcs fazem. nem que seja inconscientemente. O pior pesadelo de um homem não é broxar. E sim ter o pau menor que o do outro. Mas isso é assunto pra um próximo post...
Fato é que, às vzs se demora horas lá dentro pq na fila as mocinhas estão fofocando sobre tudo, absolutamente. E depois entravam o local minúsculo com seus saltos e em frente ao espelho fazem caras e bocas e tratam de conferir se há algum fio solto em sua escova progressiva. Agora, desconfiem se a mocinha levar o celular. Vai dar-lhes um perdido. Com sorte, na volta rola uns beijos, mas se o telefone tocar, pode estar certo que outro vai finalizar a noite começada com vcs. Já fiz isso. Confesso. Também já voltei do banheiro, sozinha, e encontrei uma fêmea-de-vida-social-agitada sentada ao lado do pseudo-macho-freela quase botando os peitos na cara dele.
Portanto, fim do mistério. Num banheiro feminino as mulheres podem ser tão canastronas qto a gde maioria dos machos-beta de plantones. Até cospem no chão e coçam o saco.
Pateticun est
Aí o macho-delivery-emaconhado diz:
_ Tô tarente
_hum, sei...
_ Louco pra fazer amor (Nota do autor: ooooooooooi???????)
_ Fazer amor? Em qq circunstância é melhor dizer trepar.
_ Ah prefiro transar (Nota do autor: como se ele soubesse)
Poupe-me dos fanstasmas que rondam meu msn na madrugada
_ Tô tarente
_hum, sei...
_ Louco pra fazer amor (Nota do autor: ooooooooooi???????)
_ Fazer amor? Em qq circunstância é melhor dizer trepar.
_ Ah prefiro transar (Nota do autor: como se ele soubesse)
Poupe-me dos fanstasmas que rondam meu msn na madrugada
terça-feira, 1 de julho de 2008
Drama
Comecei e terminei hoje um livro tão bacana. Com uma escrita tão próxima. E queria ter eu escrito o que vem abaixo:
"O drama me move, me mexe, me empurra pra frente ou pro lado ou pra cima ou pra onde quer que eu tenha que ir. Dez dias me tiraram cinco anos em minutos. Dez dias duraram meses. Dois dias duraram meses. Cinco anos duraram meses e voltei ao ponto de partida. O que posso fazer agora além de esperar sentada, comportada, com as pernas cruzadas e um cigarro na mão? Nada. Esperar. Não adianta correr porque você é mais rápido. Sentada esperando, quem diria. Foda-se o drama, eu quero você. Me diz como. Me diz logo. Eu quero você".
"O drama me move, me mexe, me empurra pra frente ou pro lado ou pra cima ou pra onde quer que eu tenha que ir. Dez dias me tiraram cinco anos em minutos. Dez dias duraram meses. Dois dias duraram meses. Cinco anos duraram meses e voltei ao ponto de partida. O que posso fazer agora além de esperar sentada, comportada, com as pernas cruzadas e um cigarro na mão? Nada. Esperar. Não adianta correr porque você é mais rápido. Sentada esperando, quem diria. Foda-se o drama, eu quero você. Me diz como. Me diz logo. Eu quero você".
O passado me liberta
Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias, gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim (...)
Dia de faxinar a vida. Limpar a memória. Rever o passado e álbuns e livros e promessas de amor descumpridas. Compriiiiiiiiidas. Tarde vazia alheia ao futuro. Só o passado não me condena e me ronda e me liberta para ser feliz outra vez. Mentira. Já sou feliz assim. Nesse meu tempo meio doido, doído e corrompido pelo que podia ter sido e jamais será. Numa caixa encontrei uma outra eu. Tão obsoleta quanto àquele gravador, uma fita k7, a máquina fotográfica que usava filme, o celular pesadão, um relógio fora de moda. Tudo ficou para trás. Assim como os planos e sonhos e o amor. E os quilos a menos. Era tão jovem e tão bonita e tão loura. Sou mais interessante hoje, no entanto. E percebo como meus cabelos estão melhores, ainda que insistam em embranquecer bem aqui nessa parte, e que o sol não sacaneou de todo a minha pele, que continua macia. Hoje posso comprar mais cremes e já acredito neles. Antes os deixava na penteadeira para enfeitar. Mas o tal do filtro solar ainda não é meu melhor amigo. Continuo errando, pelo visto. E tropeço ao beber além da conta e de além da conta pegar o celular para mandar mensagens truncadas e trincadas madrugada afora. Uma boa constatação é que na gaveta não ficou minha disposição para me atirar. Ainda que o faça com mais parcimônia, sejamos bem sinceros. Mas a paixão sempre existiu e não quero desacreditar nela, desconfiar de que não seja boa. Teve época em que me apaixonava três vezes ao dia. Por homens e sapatos diferentes. Quando estou triste compro sapatos. Afinal, comprar homem dá mais trabalho... Continuo fazendo isso desde a adolescência. Freud diria que é carência paterna. Sei lá. Pode ser. Mas comprar sapatos é altamente reconfortante. Devo ter um quê de Doroty, uma apaixonada confessa por pares vermelhos e mágicos. Ou Imelda, vai saber. Hoje dei sapatos. E roupas. Que não me serviam, que não serviam pra nada. Só ocupando espaço e lembrança. Vai levar pra alguém uma nova esperança e mais uma lembrança que não mais me pertence. Achei coisas perdidas que nem sei se queria. Outras me fizeram surpreendentemente alegre. Poucas me fizeram chorar e em muitas não reconheci aquela garota. A fase é positiva para reciclar, transformar. Pegar o que tem de bom e aprimorar. E operando o milagre do desapego também decidi colocar no lixo as regras impostas, as vontades sufocadas e o não parecer. É preciso remexer no interior pra ver que não se pode ter o novo cultivando o que ainda é antigo e deveria ter ficado dentro de um livro tal qual flor desidratada. Que venha o que tiver de vir. Que aconteça o que tiver de acontecer. Que se realizem ou não os desejos mais secretos.
Um dia após o outro.
De minuto a minuto.
Respirando e suspirando a cada segundo.
Sem entraves, sem barreira,
Sem se.
Sem será.
Sem talvez.
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias, gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim (...)
Dia de faxinar a vida. Limpar a memória. Rever o passado e álbuns e livros e promessas de amor descumpridas. Compriiiiiiiiidas. Tarde vazia alheia ao futuro. Só o passado não me condena e me ronda e me liberta para ser feliz outra vez. Mentira. Já sou feliz assim. Nesse meu tempo meio doido, doído e corrompido pelo que podia ter sido e jamais será. Numa caixa encontrei uma outra eu. Tão obsoleta quanto àquele gravador, uma fita k7, a máquina fotográfica que usava filme, o celular pesadão, um relógio fora de moda. Tudo ficou para trás. Assim como os planos e sonhos e o amor. E os quilos a menos. Era tão jovem e tão bonita e tão loura. Sou mais interessante hoje, no entanto. E percebo como meus cabelos estão melhores, ainda que insistam em embranquecer bem aqui nessa parte, e que o sol não sacaneou de todo a minha pele, que continua macia. Hoje posso comprar mais cremes e já acredito neles. Antes os deixava na penteadeira para enfeitar. Mas o tal do filtro solar ainda não é meu melhor amigo. Continuo errando, pelo visto. E tropeço ao beber além da conta e de além da conta pegar o celular para mandar mensagens truncadas e trincadas madrugada afora. Uma boa constatação é que na gaveta não ficou minha disposição para me atirar. Ainda que o faça com mais parcimônia, sejamos bem sinceros. Mas a paixão sempre existiu e não quero desacreditar nela, desconfiar de que não seja boa. Teve época em que me apaixonava três vezes ao dia. Por homens e sapatos diferentes. Quando estou triste compro sapatos. Afinal, comprar homem dá mais trabalho... Continuo fazendo isso desde a adolescência. Freud diria que é carência paterna. Sei lá. Pode ser. Mas comprar sapatos é altamente reconfortante. Devo ter um quê de Doroty, uma apaixonada confessa por pares vermelhos e mágicos. Ou Imelda, vai saber. Hoje dei sapatos. E roupas. Que não me serviam, que não serviam pra nada. Só ocupando espaço e lembrança. Vai levar pra alguém uma nova esperança e mais uma lembrança que não mais me pertence. Achei coisas perdidas que nem sei se queria. Outras me fizeram surpreendentemente alegre. Poucas me fizeram chorar e em muitas não reconheci aquela garota. A fase é positiva para reciclar, transformar. Pegar o que tem de bom e aprimorar. E operando o milagre do desapego também decidi colocar no lixo as regras impostas, as vontades sufocadas e o não parecer. É preciso remexer no interior pra ver que não se pode ter o novo cultivando o que ainda é antigo e deveria ter ficado dentro de um livro tal qual flor desidratada. Que venha o que tiver de vir. Que aconteça o que tiver de acontecer. Que se realizem ou não os desejos mais secretos.
Um dia após o outro.
De minuto a minuto.
Respirando e suspirando a cada segundo.
Sem entraves, sem barreira,
Sem se.
Sem será.
Sem talvez.
Essa eu apóio!
Tem um movimeno aí pra instaurar o dia do zéquiçu (SEXO). Seria em 6 de setembro, ou seja 6/9, 69!!!
Então, não custa aderir. Se tem tanto feriado e datas injustificadas nessa nação, pq não sexualizar a questão.
Um dia só, né? E ainda véspera do Dia da Independência... Não podia ser melhor!
E com pretexto para exercitar sua cidadania.
Máoêeee!
Clica aí
http://diadosexo.com.br/
Então, não custa aderir. Se tem tanto feriado e datas injustificadas nessa nação, pq não sexualizar a questão.
Um dia só, né? E ainda véspera do Dia da Independência... Não podia ser melhor!
E com pretexto para exercitar sua cidadania.
Máoêeee!
Clica aí
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