Ok, as tenho de vez em quando. Normalmente, são precedidas de muito teor etílico.
Não dá pra se meter em algumas roubadas, se não estiver com o sangue calibrado com algumas miligramas de puro malte.
Ok, fui com as mocinhas num lugar desses de pegação total.
Não é preciso dizer que, no mínimo, achei bizarro. A impressão que tenho num lugar desses é que todos somos carnes expostas. Já viram charque pendurado em cercas? Mais ou menos isso. Se não for pior.
A visão do inferno parte I me mostra um mocinho rebolando na minha frente. Se achando o gostoso. Gel no cabelinho, mochila nas costas (quanto tempo ainda tenho que ficar???)
Sento numa mesa e digo pra colega:
- Não rola!
Nisso, o cidadão - outro, que fique bem claro - se aproxima e pergunta o que não rola. Mas isso com tamanha volúpia e cheio de mãos.
Ai, não gosto...
Digo que não curti o lugar, ambiente ruim e música uma bosta.
Ele ri, emenda um papinho goiaba.
Dou mais um gole no uísque. O cara vem meio falando no ouvido...
Hum... mas não quero
Saio de fino. Vem atrás.
Porra, não é boate de pegação? Então pega outra. Eu to meio chata...
Nada, o cara era uma desses mocinhos mega ultra gostosos, mas cafonérrimo. O tipinho certo pra um local desses.
Ok, cedi.
Mas, assim, não senti nada. Naaaaaaaaaaada.
Nada X nada.
Foi ruim, mas foi bom.
Mas tb se não tivesse rolado, td bem.
Placar: 1x1 - mas poderia ter sido 0x0 fácil
"O senhor poderia me dizer qual caminho devo tomar para sair daqui? Para onde você quer ir?, respondeu o Gato. Não me importo muito para onde..., retrucou Alice. Então não importa o caminho que você escolha... "Mas eu não quero ficar entre gente maluca, Alice retrucou. Oh, você não tem saída, disse o Gato, Eu sou louco. Você é louca. Como você sabe que eu sou louca?, perguntou Alice. Você deve ser,ou então não teria vindo para cá." Entendeu ou quer que eu desenhe? Miau...
terça-feira, 6 de maio de 2008
Os peitos de Bukowski
Festa estranha com gente esquisita.
De repente a gata solta: "ah, beijar laranja é bom. Tem o sumo..."
A-hã
De repente, vejo se aproximando um bando de pseudo-intelectuais, daquele tipinho que cultua a barba e um certo ar de quem não toma banho.
Eu num papo cabeça, tomo um susto. A moça de negro, cabelos vermelhos, sem gracinha grita em minha direção:
"Vc tem peitos lindos! Bukowski adoraria seus peitos"" -
Hã?????
E lá vai ela, recitar um poema qualquer do velho safado. Ao final, de cima de uma cadeira, agarrada ao poste de luz - e o garçom preocupado com o lustre, desesperado - ela grita pra todos os presentes:
- Gata peituda! Essa é pra vc!
Vergonha.
Alheia, inclusive.
"Me dê uma boa noite de sexo. Amanhã decido se acordo chorando ou sorrindo"
Eu heim...O que será que me reserva hoje?
De repente a gata solta: "ah, beijar laranja é bom. Tem o sumo..."
A-hã
De repente, vejo se aproximando um bando de pseudo-intelectuais, daquele tipinho que cultua a barba e um certo ar de quem não toma banho.
Eu num papo cabeça, tomo um susto. A moça de negro, cabelos vermelhos, sem gracinha grita em minha direção:
"Vc tem peitos lindos! Bukowski adoraria seus peitos"" -
Hã?????
E lá vai ela, recitar um poema qualquer do velho safado. Ao final, de cima de uma cadeira, agarrada ao poste de luz - e o garçom preocupado com o lustre, desesperado - ela grita pra todos os presentes:
- Gata peituda! Essa é pra vc!
Vergonha.
Alheia, inclusive.
"Me dê uma boa noite de sexo. Amanhã decido se acordo chorando ou sorrindo"
Eu heim...O que será que me reserva hoje?
Discovery Channel
Aí o cara diz assim
- Eu sou casado. Você se importa?
Penso 5 segundos e devolvo
- Sempre tive a curiosidade quase ingênua em saber pq homens casados suprimem essa informação num primeiro momento.
- Ah, gosto de conhecer gente nova e interessante.
(Decido ironizar)
- Gente nova do sexo oposto ou tanto faz?
- Não, sexo oposto
- Mas ao ser casado não impediria?
- Não é isso, é que as mulheres já olham com desconfiança.
(Pq será?????)
O outro:
Pergunto como quem não quer nada.
- e aí?
- aí que estou pronto..... p sair do casulo......rs
- vai virar borboleta? (eu não resisto!)
- não sou tao delicado assim.sou mais uma especie que pica. rsrsr
- dói?
- depende aonde eu picar voce
- detsto insetos...
- sou de uma especie aceitavel...... rs
- existe espécie aceitável de insetos?
- claro, entre na onda de bichos exoticos.......
- tipo manter uma salamandra num aquário? ah não salamandra é réptil. existe inseto exótico?tipo barbeiro?
- diversos. eu vi um besouro enorme
- ah eu tb, vi um imenso em mauá. mas sabe como é em Mauá tem besouros enormes e duendes pequenos
- rs
É bonito ver como se desenvolve a pseudo conquista no mundo animal. Socuerrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrooooooooooooooooooo
- Eu sou casado. Você se importa?
Penso 5 segundos e devolvo
- Sempre tive a curiosidade quase ingênua em saber pq homens casados suprimem essa informação num primeiro momento.
- Ah, gosto de conhecer gente nova e interessante.
(Decido ironizar)
- Gente nova do sexo oposto ou tanto faz?
- Não, sexo oposto
- Mas ao ser casado não impediria?
- Não é isso, é que as mulheres já olham com desconfiança.
(Pq será?????)
O outro:
Pergunto como quem não quer nada.
- e aí?
- aí que estou pronto..... p sair do casulo......rs
- vai virar borboleta? (eu não resisto!)
- não sou tao delicado assim.sou mais uma especie que pica. rsrsr
- dói?
- depende aonde eu picar voce
- detsto insetos...
- sou de uma especie aceitavel...... rs
- existe espécie aceitável de insetos?
- claro, entre na onda de bichos exoticos.......
- tipo manter uma salamandra num aquário? ah não salamandra é réptil. existe inseto exótico?tipo barbeiro?
- diversos. eu vi um besouro enorme
- ah eu tb, vi um imenso em mauá. mas sabe como é em Mauá tem besouros enormes e duendes pequenos
- rs
É bonito ver como se desenvolve a pseudo conquista no mundo animal. Socuerrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrooooooooooooooooooo
domingo, 4 de maio de 2008
Um grito de liberdade
(Agite antes de ler)
Ah, vai, me senti bem em tripudiar...
Não me dê poderes. A mosca azul ronda a minha morada.
Não há qualquer problema em querer uma trepadinha na madrugada, longe do leito oficial...
Mas cá entre nós. Me dá uma preguiça de fazer tamanho investimento para o coito.
Se entregar ao sacrifício da depilação é quase uma sessão sadomasô. E a tal virilha cavada?
Kct.
Ui. Ai.
Dói pra caraleous. (sem trocadilho, faiçavor)
E aí depois tem que pensar no figurino, na lingerie, que diabos me acudam, nunca combina entre si. Decote? Muito desfrutável. Calça comprida? Ai, complicado demais. Saltos? Meio pretensioso pra uma noite no sofá da sala. Chinelos? Tá nem aí pro macho delivery...
Hum... (suspiro longo)
O cara insistindo, dando ali a vc uma série de razões viris para que mude de idéia.
"Faço assim. Te pego desse jeito. Puxo pra cá"...
Sei não, me dá a idéia de que estou comprando um daqueles colchões infláveis, que vc joga no chão e, de acordo com um pequeno manual paraguaio, vai tomando forma a cada bombada (Sem trocadilho, faiçavor).
Essas promessas de alcova sempre me saíram caras demais. E no fim das contas estou lá com o macho reprodutor numa posição de dar inveja aos iogues do Ashtanga. Sendo contorcida e jogada de um lado ao outro como uma integrante do Cirque du Soleil.
Ai, tá!
Se estivesse trepando não estaria escrevendo e fazendo essas considerações sobre o simples e tolo ato de copular.
É óbvio que uma cena libidinosa me faz bem. Mas são as promessas de nuvens num céu de brigadeiro é que me deixam meio cismada.
Noutra noite, por muito pouco não virei a Lucy inthe sky whith diamonds.
O macho delivery decidiu que ia queimar um fuminho antes da lascívia propriamente dita.
Hum. Ok.
Embarquei na transa "legalaize". E parecia que estava numa sessão espírita, sendo defumada por uma erva de cheiro bastante duvidoso e característico nas mãos de um pajé.
Aperta, puxa, traga, solta aquela merdalhada na minha cara.
Já não curti.
Mas, enfim, o que não fazemos por uma boa cama?
Aturei ao que o macho chamava de fumacinha psicodélica. O phoda era que o moço era o único que via cores lisérgicas na parade do meu quarto.
Como fico insuportavelmente arrogante em meu território, mandei-o de volta para sua estufa e acendi um incenso pra exterminar de vez com a presença sativa daquele ser inexplicável.
Depois dessa, durmo feliz em lençóis limpíssimos, lingerie nova, perfume creme e a virilha que se foda (Sem trocadilho, faiçavor)
Ah, vai, me senti bem em tripudiar...
Não me dê poderes. A mosca azul ronda a minha morada.
Não há qualquer problema em querer uma trepadinha na madrugada, longe do leito oficial...
Mas cá entre nós. Me dá uma preguiça de fazer tamanho investimento para o coito.
Se entregar ao sacrifício da depilação é quase uma sessão sadomasô. E a tal virilha cavada?
Kct.
Ui. Ai.
Dói pra caraleous. (sem trocadilho, faiçavor)
E aí depois tem que pensar no figurino, na lingerie, que diabos me acudam, nunca combina entre si. Decote? Muito desfrutável. Calça comprida? Ai, complicado demais. Saltos? Meio pretensioso pra uma noite no sofá da sala. Chinelos? Tá nem aí pro macho delivery...
Hum... (suspiro longo)
O cara insistindo, dando ali a vc uma série de razões viris para que mude de idéia.
"Faço assim. Te pego desse jeito. Puxo pra cá"...
Sei não, me dá a idéia de que estou comprando um daqueles colchões infláveis, que vc joga no chão e, de acordo com um pequeno manual paraguaio, vai tomando forma a cada bombada (Sem trocadilho, faiçavor).
Essas promessas de alcova sempre me saíram caras demais. E no fim das contas estou lá com o macho reprodutor numa posição de dar inveja aos iogues do Ashtanga. Sendo contorcida e jogada de um lado ao outro como uma integrante do Cirque du Soleil.
Ai, tá!
Se estivesse trepando não estaria escrevendo e fazendo essas considerações sobre o simples e tolo ato de copular.
É óbvio que uma cena libidinosa me faz bem. Mas são as promessas de nuvens num céu de brigadeiro é que me deixam meio cismada.
Noutra noite, por muito pouco não virei a Lucy inthe sky whith diamonds.
O macho delivery decidiu que ia queimar um fuminho antes da lascívia propriamente dita.
Hum. Ok.
Embarquei na transa "legalaize". E parecia que estava numa sessão espírita, sendo defumada por uma erva de cheiro bastante duvidoso e característico nas mãos de um pajé.
Aperta, puxa, traga, solta aquela merdalhada na minha cara.
Já não curti.
Mas, enfim, o que não fazemos por uma boa cama?
Aturei ao que o macho chamava de fumacinha psicodélica. O phoda era que o moço era o único que via cores lisérgicas na parade do meu quarto.
Como fico insuportavelmente arrogante em meu território, mandei-o de volta para sua estufa e acendi um incenso pra exterminar de vez com a presença sativa daquele ser inexplicável.
Depois dessa, durmo feliz em lençóis limpíssimos, lingerie nova, perfume creme e a virilha que se foda (Sem trocadilho, faiçavor)
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Reflexões sobre a sedução
Ouça enquanto lê
Ai que gente chata essa que sente necessidade de seduzir poste. Um sorriso infalível, um olhar meio míope, a voz um tom abaixo e lá se vão saindo pela boca as mesmas palavras que já foram ditas pra pelo menos meia dúzia de carentes na estrada. Depois, uma piadinha cheia de fair play, uma frase nonsense, o ar blasé e voilá temos ali mais um sedutor contumaz. Chaaaaaaaato!
Um amigo me disse uma vez:
_ Vc deveria baixar o tom de voz de vez em quando para parecer mais doce e vulnerável...
Hum. Pausa.
Tentei, juro. Mas me igualei a esses seres que lêem auto-ajuda procurando homens e mulheres em planetas eqüidistantes. Ñão sempre nos dizem que devemos ser nós mesmos???
Conheci uma moça _ não tão moça assim, a bem da verdade _ que era o tipo performática. Já tinha se casado algumas vezes e em todas elas se vestia, andava e se comportava tal qual e para seu par. Em sua macrovisão de relacionamento, achava que para manter a sedução tinha que fazer uma espécie de osmose com o outro. Me parece patético. E é. Nunca tinha ouvido falar em Chico, e de repente teve que aprender tudo sobre o cara. E contava nas mesas de bar o quanto essa e aquela obra eram importantes. Livros nunca foram seu forte. Até escrevia bem errado, tadinha. Mas, de repente, passou a curtir literatura de cordel só pq o par achava que traduzia o inquestionável valor do cancioneiro popular. Maaaaaaaaaaalaaaaa!
No fundo, aquela relação Google não iria muito adiante.
Mas para os sedutores contumazes, uma relação não acaba. Uma espécime dessa raça gosta de manter laços. De amizade, preferencialmente.
Para parecerem modernos, altruístas, condescendentes e uma pessoa de bem diante do outro que, no fundo, deveria estar querendo vê-lo pensdurado a um pau de arara. Só pra variar...
O pior é que o sedutor contumaz, conscientemente, tenta de qualquer modo fazer parte da vida nova do outro que não o quer mais. Mesmo que tenha sido ele a cair fora, ele volta de tempos em tempos só para ver o efeito arrasa quarteirão que provoca na pobre vítima.
Uma outra mocinha não podia ver seus ex felizes. Dava sempre um jeito de manter a amizade, se fazer de querida pra concorrente em potencial só para contar a ela segredos de alcova da ex-presa. E assim, desestabilizava a coitada e mantinha o seduzido sobre suas rédeas, fazendo-o lembrar-se, vez o outra, de como ele era uma muher incrível. Vaaaaaaaca!
Não baixei mais o tom. Não sei como fazê-lo. Quando faço isso, minha voz fica rouca tal qual uma bruxa. Também não consegui fazer a linha desprotegida. Com esse tamanho, dificilmente acreditariam que sou indefesa. Não sei ser a mulherzinha, andar do lado de dentro da calçada, não responder a uma provocação com uma maior ainda... Buraaaaaaaaaa!
De acordo com as práticas tupiniquins de sedução sou o que miseravelmente é chamado de caso perdido...
Ai que gente chata essa que sente necessidade de seduzir poste. Um sorriso infalível, um olhar meio míope, a voz um tom abaixo e lá se vão saindo pela boca as mesmas palavras que já foram ditas pra pelo menos meia dúzia de carentes na estrada. Depois, uma piadinha cheia de fair play, uma frase nonsense, o ar blasé e voilá temos ali mais um sedutor contumaz. Chaaaaaaaato!
Um amigo me disse uma vez:
_ Vc deveria baixar o tom de voz de vez em quando para parecer mais doce e vulnerável...
Hum. Pausa.
Tentei, juro. Mas me igualei a esses seres que lêem auto-ajuda procurando homens e mulheres em planetas eqüidistantes. Ñão sempre nos dizem que devemos ser nós mesmos???
Conheci uma moça _ não tão moça assim, a bem da verdade _ que era o tipo performática. Já tinha se casado algumas vezes e em todas elas se vestia, andava e se comportava tal qual e para seu par. Em sua macrovisão de relacionamento, achava que para manter a sedução tinha que fazer uma espécie de osmose com o outro. Me parece patético. E é. Nunca tinha ouvido falar em Chico, e de repente teve que aprender tudo sobre o cara. E contava nas mesas de bar o quanto essa e aquela obra eram importantes. Livros nunca foram seu forte. Até escrevia bem errado, tadinha. Mas, de repente, passou a curtir literatura de cordel só pq o par achava que traduzia o inquestionável valor do cancioneiro popular. Maaaaaaaaaaalaaaaa!
No fundo, aquela relação Google não iria muito adiante.
Mas para os sedutores contumazes, uma relação não acaba. Uma espécime dessa raça gosta de manter laços. De amizade, preferencialmente.
Para parecerem modernos, altruístas, condescendentes e uma pessoa de bem diante do outro que, no fundo, deveria estar querendo vê-lo pensdurado a um pau de arara. Só pra variar...
O pior é que o sedutor contumaz, conscientemente, tenta de qualquer modo fazer parte da vida nova do outro que não o quer mais. Mesmo que tenha sido ele a cair fora, ele volta de tempos em tempos só para ver o efeito arrasa quarteirão que provoca na pobre vítima.
Uma outra mocinha não podia ver seus ex felizes. Dava sempre um jeito de manter a amizade, se fazer de querida pra concorrente em potencial só para contar a ela segredos de alcova da ex-presa. E assim, desestabilizava a coitada e mantinha o seduzido sobre suas rédeas, fazendo-o lembrar-se, vez o outra, de como ele era uma muher incrível. Vaaaaaaaca!
Não baixei mais o tom. Não sei como fazê-lo. Quando faço isso, minha voz fica rouca tal qual uma bruxa. Também não consegui fazer a linha desprotegida. Com esse tamanho, dificilmente acreditariam que sou indefesa. Não sei ser a mulherzinha, andar do lado de dentro da calçada, não responder a uma provocação com uma maior ainda... Buraaaaaaaaaa!
De acordo com as práticas tupiniquins de sedução sou o que miseravelmente é chamado de caso perdido...
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Linha direta
Som do dia
E encontrei o cara, no meio da madrugada. Meio inerte, meio bobo. Com sorte, me olhou de cima a baixo, tirou uma linha, pegou a minha mão e falou uma bobagem. Voltou. Mais corajoso, tirou nova linha, passou a mão pelos cabelos, puxou com força e mandou a letra.
Numa próxima estará morto!
E encontrei o cara, no meio da madrugada. Meio inerte, meio bobo. Com sorte, me olhou de cima a baixo, tirou uma linha, pegou a minha mão e falou uma bobagem. Voltou. Mais corajoso, tirou nova linha, passou a mão pelos cabelos, puxou com força e mandou a letra.
Numa próxima estará morto!
Um cadinzin de rotina
Dias sem muita ilusão, à deriva da vida pretensamente programável. Um showzin aqui, um sarrin ali, uma c0mpilação de cavernas sem muita escuridão. Um cigarin aqui, um sonzin ali, uma estante vazia de letras. Um sorrizin aqui, um chopin ali. Uma parede sem cor no meio da rua. Um chorin aqui, um gritin ali, um diamante em estado bruto de decomposição. Um ruinzin aqui, um imbecilzin ali, pegadas na lama da alma. Dias sem sol, à procura do ponto do mapa.
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