Tá. Tinha a festa da
Playboy hj pra ir. O convite tá aqui ainda.
Não, não fui.
Comassim?
Ah não
tava com vontade. Brochei. Fiquei com
preguiça. K-
gay.
E esse poder de escolha é simplesmente divino maravilhoso
al qual cantada por Gal.
Ok, pode dizer que
tô velha, deprimida, caduca,
ranzinza.
Tô mesmo um pouco de cada isso. E sou mais velha que a revista. O que já seria motivo suficiente pra me esgueirar pelas paredes.
Mas pára e pensa: festa da
Playboy é tal qual mansão
Hefner.
Convites distribuídos para 70% de mulheres e apenas 30% para homens. Destes 30 boa aí que 10% são
gays. Os outros 20% vão atrás das coelhinhas.
Ano passado eu fui. Tinha
funk, tio
sukita,
ator viado dando pinta com
gogo girl,
curralzinho vip de ex-
BBBs e aspirantes a rainha de bateria do
Cubango.
Não, não me arriscaria. O
espumante era bom, mas ah,
gte, dá preguiça investir nessas festas.
Não fui.
Prontacabô.
Se
fosse na semana passada talvez tivesse ido. Parada urgente para resolver, casório de amiga do qual sou fada madrinha vai me c
olocar numa saia justa daquelas. E não to falando só do vestido...
Então encontro amiga no
Gtalk conto o drama e
ea saca da cartola um dos
pouquíssimos amigos
hetero dela.
Ok, apresentações virtuais feitas, topei o convite do moço.
Tipinho que eu gosto, meio gordinho,
barbudin, cara de
mané.
Ok,
vamo que
vamo.
Cheguei ao
boteco e lá estavam todos. Amiga, namorada e
loser. Não via amiga há tempos, foi
superanimado, conversamos sobre
td, trabalho, derrotas, casório, ex-maridos, noivos e afins e o
loser lá interagindo ma
non tropo.
Bom, penso: vai que não gostou de mim (embora olhasse meu decote o tempo todo). Penso de novo: ele é igual meu ex-namorado
surubeiro (que merece um
post só pra ele).
papo vai papo vem, casal de amigas decide correr pra casa. Ficamos eu e
loser.
Bebemos mais um pouco e ele começa a dizer que odiava a ex-
sogra. Achei estranho. Não
pq não seja normal odiar a sogra, mas
permanecer odiando uma que já é ex... esquisito. Aí, começa um
revival e decide me contar as agruras de seu casamento. Eu ali com aquela cara de psicanalista, mão no queixo quase lendo O
Estadão.
Hum, sei...
Ela me deixou na merda quando eu mais precisava
Ah, sim, é?
É, quando fiquei desempregado, em 2003, ela se fechou. Eu ficava em casa e
tals, cuidando do filho e
tals.
bla bla bla ti ti ti,
ok vc venceu sem batatas fritas.
Vambora correndo!
Ok, já devia ter aprendido.
BLIND DATE NÃO!!!!!!!!!1
Mácomassim?
O cara não trabalha há cinco anos e aos 40 o problema é do mundo???
Começou a me dar certo comichão. Provavelmente cruzei os braços e decidi pensar nas sete margens do rio
Ota. Nenhuma menção de intimidade. Eu não gostei. Ele não gostou. Simples assim.
Mas, obviamente, voltei pra minha casa meio frustrada por não conseguir admirar o cara em nada. E sem admiração não há tesão que sublime uma decepção. Imagino que ele não tenha gostado muito de mim
pq não faço o padrão estético de caras como ele. E também não vou
xoxá-lo por isso.
Acontece. Eu não gosto de
baixinhos e coroas, for
example. Mas ainda que fosse o número dele, desejaria continuar na prateleira.
Depois, conversando com amiga - que por sua vez não entendeu
lhufas - chegamos a conclusão que ele é meio, digamos, encostado. Aí ela me conta:
Sabe fulano?
Po, tá
mortão com as olimpíadas.
Ué e ele compete?
Não não, não perde uma prova na TV.
Pensamento olímpico: "Mais vale uma Jade chorando no solo do que um
Phelps voando"